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O Triunfo do Contemporâneo

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“A arte não mais precisa de estilo e da assinatura para manter-se íntegra, mesmo porque ela já não se encontra mais presa a uma construção evolutiva.”

Neste último final de semana visitei a exposição O Triunfo do Contemporâneo – 20 anos do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, no Santander Cultural. A exposição proporcionou diversas experiências análiticas da sociedade e de questões da arte em si, mas o que mais me chamou a antenção foi o esclarecimento sobre arte contemporânea que encontrei. No texto abaixo, repoduzo um trecho da apresentação da exposição, escrita pelo Curador Gaudêncio Fidelis.

“A periodização é igualmente inviável para o julgamento, visto que o que caracteriza a produção contemporânea é justamente a redefinição constante de todo e qualquer paradigma que venha a consolidar uma ideia de tempo, estilo e história. Sendo assim, tais obras precisarão ser “julgadas” e escolhidas a partir de outros critérios. Como definir então aquilo cujo princípio estilístico consiste precisamente em contradizer a si mesmo a cada movimento artístico que realiza? Aliás, a própria noção de estilo deixou de existir há bastante tempo, um dos grande méritos daquela que podemos considerar que tenha sido a segunda fase da contemporaneidade para além do período moderno. A arte não mais precisa de estilo e da assinatura para manter-se íntegra, mesmo porque ela já não se encontra mais presa a uma construção evolutiva. Ela se define agora a partir de avanços e recuos, movimentos estratégicos para as laterais, vertical e horizontalmente. Daí também a persistência do contemporâneo como uma categoria que desconstrói as bases ideológicas da noção de período e desfaz qualquer tentativa de historicidade.”

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Prefácio.

Espero que ajude vocês a compreender melhor obras complexas, que traduzem e questionam a nossa realidade. Seja ela confortável ou não, o manifesto foi feito. Faça a sua interpretação e ação.

A exposição fica aberta ao público até o dia 22 de abril (fechando apenas nas segundas-feiras) e a entrada é franca. O Santander Cultural fica na rua 7 de setembro, 1028, Porto Alegre/RS

Maiores informações em www.santandercultural.com.br.

Por Gustavo Andrighetto.

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