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Traços Marcantes de Erik Abel

No sentido de ser um site sempre colaborativo, o Surfari traz mais um realizador para ampliar nossas referências. O carioca Luciano Burin é o editor/proprietário/entusiasta do blog Surf & Cult e tem representado muito bem a produção de conteúdo editorial no meio. Um dos últimos exemplos bem sucedidos, é o filme Pegadas Salgadas, que recentemente participou de dois festivais no verão europeu, em Portugal e na França.

Nesta matéria, Luciano entrevista Erik Abel e busca entender a inspiração por trás de toda essa arte abaixo:

Nos últimos 15 anos, o californiano Erik Abel experimentou o sucesso artístico e comercial com suas pinturas e peças gráficas inspiradas no mundo das ondas.

Reconhecida por suas justaposições únicas de padrões geométricos, texturas orgânicas, cores ousadas e ondas distintas, sua arte ganhou o mundo em anúncios, cartazes, camisetas, pranchas e diversos outros suportes para grandes marcas ligadas ao surf, como Billabong e Reef, e também colaborando com entidades como o Surf Aid.

Criado nas ondas de Ventura e rodeado por toda cultura surf que está impregnada na região, Erik uniu as referências de sua terra natal com o desejo irrefreável de explorar as mais variadas ondas e culturas ao redor do mundo, visitando muitos países ao longo dos últimos anos.

Cruzar o mundo atrás das ondas deu a ele uma bagagem cultural que ele considera fundamental para a sua realização como artista e como pessoa. “Desde que me conheço por gente, a água e a arte tem sido minhas coisas preferidas…”, relata ele no inicio da descrição autobiográfica em seu site.

Na entrevista a seguir, Erik conta um pouco sobre suas referências e sobre como manter-se artísticamente relevante em meio ao excesso de informação visual em que vivemos:

1 – Você sente que a imagem do surf está bem representada nos dias de hoje?

Eu sinto que o surf é bem representado artisticamente. Existem muitos estilos diferentes de surf art hoje em dia. Eu tenho a tendência de gravitar para um tipo de surf art menos realística e mais estilizada, ou até mesmo trabalhos que não tenham uma onda representada, mas algum aspecto do estilo de vida do surf incluído. Contudo, eu também me perco em alguma daquelas clássicas cenas de ondas do sonhos que parecem tão reais.

2 – Quais são os teus artistas de surf art favoritos?

Aqui vai uma curta lista de artistas que eu admiro: Spencer ReynoldsAlex KrastevAshton Howard,Phil RobertsMatt Beard, Tom Veiga, Vanessa Janss, Thomas Campbell, Dustin Ortiz, Bryn Hall, Ea Eckerman, Tony Ogle, e é claro, clássicos como Rick Griffin, Jim Phillips, Bill Ogden and Bob Penuelas. E muitos, muitos outros.

3 – Como você lida com a overdose de informação visual que temos nesta era de comunicação em massa?

Eu me saio muito mal lidando com isso. Eu passo tempo demais olhando sites de arte e design. É bom ver e se inspirar no que os outros estão criando, mas ao mesmo tempo é um tempo valioso que poderia ser utilizado fazendo minha própria arte para outras pessoas ficarem perdendo o tempo delas olhando online. Eu tento deixar que a overdose de informação me inspire ao invés de me oprimir e confundir.

4 – O que vem a sua mente quando falam do Brasil? Você já esteve por aqui?

Para ser honesto, ao longo da última década o pessoal do departamento de propaganda da Reef tem feito um bom trabalho em me fazer pensar que no Brasil existe nada mais do que lindas mulheres correndo por aí de biquinis o dia todo. Eu nunca estive no Brasil, mas o país está definitivamente na minha lista de lugares para visitar em breve. Eu adoraria ter uma exibição de arte no Brasil algum dia, vivenciar o Carnaval e entubar em um beach break tropical.

Pedi ao amigo Tom Veiga que gentilmente desse um depoimento sobre o seu colega de profissão e eis o que ele teve a dizer:

“Falar do trabalhodo Erik Abel para mim é facil. Gosto muito do trabalho dele, foi o primeiro trabalho que vi de um artista que se inspira nas ondas a ter um estilo bem proprio, ludico e com um estilo unico de se representar ondas.

Além de tudo, ele tem sua paleta de cores, o que reforma a linguagem do seu trabalho. Para mim ele é um dos principais artistas de surfart por ter uma linha só dele… Traços simples, mas marcantes, cores leves, mas representativas, fazem dele um dos principais artistas da atualidade”.




Introdução e entrevista por Luciano Burin.
Postado originalmente em Surf & Cult.









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