Surfari | Surfista gosta de ler Surfista gosta de ler | Surfari

Surfista gosta de ler

Surfari
Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

A matéria que você está prestes a ler inicia uma nova fase no Surfari. Pensando na melhor maneira de tornar a plataforma cada vez mais interativa e, principalmente, colaborativa, convidamos alguns expoentes da cultura do surf para apresentar seus trabalhos nos diferentes canais do site. Entre os entusiastas da ideia se encontra Luciano Burin, o jornalista-surfista-cineasta-blogueiro que você já pôde conhecer por aqui, um dos primeiros a abraçar a causa e nos agraciar com o dom de sua arte.

Esta é a primeira novidade, entre outras que devem surgir nos próximos meses, que visa tornar este canal não apenas um bom site de cultura surf, mas uma plataforma criativa e de fomento para artistas, escritores, videomakers, fotógrafos, artesãos, contadores de história e realizadores de todas as vertentes.

L.Z.

%name %titleO recente lançamento da versão brasileira da The Surfer’s Journal é certamente algo a ser comemorado por todos os apreciadores da cultura do surf, que agora tem a certeza de poder ler, em bom português, histórias inspiradoras sobre a arte de deslizar nas ondas, em conteúdos aprofundados, bem escritos e apoiados por um primoroso tratamento gráfico e fotográfico.

Híbrido entre livro e revista, a TSJ é hoje a mais cultuada publicação de surf do mundo. Fundada na Califórina pelo lendário editor Steve Pezman, a TSJ é lançada em edições bimestrais ao longo de mais de duas décadas e vem mantendo a sua essência e independência editorial, graças ao suporte direto de seus leitores, em detrimento de entupir as suas páginas com anunciantes.

Trazida ao Brasil por iniciativa do experiente editor Adrian Kojin e com o suporte da editora Gaia– que tem em seu catálogo alguns títulos nacionais e traduções estrangeiras sobre surf -, a TSJ Brasil promete romper de vez com o paradigma nacional de que “surfista não gosta de ler”. Um conceito que já caiu há algum tempo em países onde a cultura do surf está consolidada há mais tempo e que possuem um grande número de surfistas veteranos – que além de apreciarem as fotografias de surf, prezam também por um bom conteúdo literário.

Um dia após o lançamento official da revista em São Paulo no fim de abril, conversei com o amigo e editor executivo da TSJ Brasil, Jair Bortoleto, que me contou um pouco dos bastidores e do processo de criação da primeira edição brasileira da revista, que, além de reproduzir as matérias estrangeiras, também abre um valioso espaço para conteúdos nacionais:

%name %title

 Como se materializou a idéia de editar a TSJ Brasil e quem esteve envolvido?

Trabalhar com a The Surfer’s Journal sempre foi um sonho bem distante. A cultura surf no Brasil sempre foi precária e a aceitação do trabalho de fotógrafos e artistas brasileiros pelos [norte] americanos bem difícil, com raras exceções.

Porém, em setembro de 2010, o Adrian Kojin, ex-editor da revista Fluir por muitos anos, me enviou um e-mail pedindo pra marcar uma reunião misteriosa em São Paulo. Fui ao seu encontro e, para minha surpresa, ele disse que estava trazendo a revista para o Brasil e gostaria de me convidar para ser o editor. Alguns momentos na vida ficam marcados pra sempre e esse foi um desses momentos!

Cerca de um ano depois, eu comecei a trabalhar na Editora Gaia e o projeto da TSJ Brasil tomou vida. Fui nomeado como Editor Executivo, e o Adrian é o Editor Chefe. A Editora Gaia viabilizou o projeto, e nos deu as ferramentas para produzirmos a revista mais conceitual de surfe no mundo, agora no Brasil.

%name %title

– Como foram escolhidas as matérias nacionais presentes na primeira edição? 

Nessa primeira edição queríamos fazer um mix do passado, presente e futuro, de um modo artístico e belo. Falando de surfe da maneira mais poética possível e dando ênfase no ato de surfar em si.

A revista tem 21 anos de existência nos Estados Unidos. Então temos um vasto e maravilhoso material para trabalhar. A TSJ Brasil tem 70% desse material que será reimpresso e 30% nós criamos aqui, nos moldes e qualidade da TSJ californiana.

As matérias nacionais teriam de ser feitas com muita atenção. Escolhemos Tito Rosemberg e suas 300 pranchas produzidas nos anos 70. Tito é um ícone do surfe brasileiro e pouco se sabia do seu lado de fabricante de pranchas. Outra matéria é sobre Paulo Tendas, considerado um dos maiores surfistas brasileiros. Também escolhemos o artista carioca Marcelo Macedo, o Mack, para mostrar um pouco do seu trabalho de poucas palavras.

%name %title

– Explique um pouco o conceito de “reader supported publication” (publicação suestentada pelos leitores) da The Surfer’s Journal?

A revista norteamericana é sustentada pelos leitores, que por meio de assinaturas apoiam o projeto inicial de se ter uma revista conceitual e gostosa de ler e colecionar. O projeto lá de fora tem 6 anunciantes. Aqui, fechamos com 10 para a primeira edição. Estes anunciantes foram escolhidos a dedo, por conta do conceito da publicação.

Com poucos anúncios você tem mais páginas para produzir matérias mais extensas e interessantes, que deem prazer de ler. Os anunciantes são necessários, porém entram de um modo mais interessante e acabam fazendo parte de todo o molde da revista.

%name %title

– Onde podemos encontrar a TSJ Brasil?

A revista terá distribuição nacional e estará disponível em bancas premium, livrarias e surf shops selecionadas. A tiragem é de 10 mil exemplares por edição ao valor de R$ 24,90 o exemplar.

Informações sobre assinaturas da The Surfer`s Journal Brasil pelo tel: (11) 3277 7999 – ramal 221. 
Créditos das fotos: reprodução TSB Brasil, foto de abertura: Adrian Kojin e Jair Bortoleto.

O post original você encontra no blog de Luciano Burin, o Surf & Cult.

Instagram