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Surfari Entrevista Pablo Aguiar

Surfari
Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

Surf. Uma das formas de se conectar com o mar e a natureza. Mais do que uma atividade, uma inspiração. Influência no modo de pensar, sentir e ver os detalhes que estão em nossa volta. O elo de ligação com todos outros aspectos da vida. O surfista, o videomaker e o editor tornam-se um só, neste caso, também conhecido como Pablo Aguiar. O Surfari entrevistou o criativo catarinense e conta como a história desses personagens se complementam.

 

Vamos começar voltando um pouco no tempo. Como começou a tua relação com o mar? Quem te influenciou a pegar onda (tanto pessoas próximas quanto ídolos)?

Acho que minha relação com o mar deve ter começado por volta dos meus 5 anos de idade, quando meu pai me empurrava numa prancha de bodyboard em Balneário Camboriú. Nessa época eu morava em Blumenau, e só vinha para a praia nos finais de semana, só me mudei realmente para a praia com 20 anos. Quem mais me influenciou a pegar onda foram meus amigos aqui de BC, Mickey Bernardoni, Bruno Tessari, Rodrigo Bueno, Diego Batata, essa era a galera que eu comecei a andar quando tinha uns 15 anos e são amigos meus até hoje. Via bastante os filmes da …Lost, ‘5’5’’ x 19 1/4”’, ‘What’s Really Goin’ Wrong’, ‘What’s Really Going On’ e o Magna Plasma [da Volcom] que era onde eu admirava meus principais ídolos da época, Cris Ward, Cory Lopez, Andy e Bruce Irons, essa galera e esse filmes me influenciaram muito.
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Foto: Bulletree Filmes

Como aconteceu a transição entre surfar e registrar as sessões? Quando tu começou a levar mais à sério a mesa de edição e o que te cativou nesse meio?
Por volta dos meus 16 anos comecei a revezar as imagens com o Mickey Bernardoni e outros amigos, enquanto um surfava o outro filmava e vice-versa. A mesa de edição veio por volta dos 20 anos, quando eu comecei a querer editar essas ondas que eu tinha. Foi quando devo ter montado minha primeira session com 20 ou 21 e aos 23 foi onde eu caí mais de cabeça nas filmagens e edição, onde dei o start para produzir meu primeiro filme independente e a coisa toda começou a ficar mais profissional, e o lado de surfar mais foi sendo consumido pelo lado de filmar mais. O que me cativou acho que era ver aquilo tudo pronto, as diversas maneiras de montagem de uma session, não sei era algo que não parecia trabalho, até hoje às vezes não parece de tanto amor que é colocado nisso.
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Foto: Bulletree Filmes

Acredito que as coisas foram acontecendo de forma bem orgânica na tua vida profissional, mas quando rolou a gravação do Deslumbre, como foi parar, olhar pro lado e ver que tu tava no meio da Indonésia dirigindo os surfistas brasileiros mais relevantes da atualidade? Apesar de difícil, tenta descrever um pouco esse sentimento.
Ir pra Indonésia ficar navegando pelas Mentawaiis sempre é algo muito prazeroso, ficar dias sem internet, não sei explicar mas te abre a mente, te deixa uma pessoa mais pura e você está lá, às vezes numa ilha filmando sem ninguém ao seu redor, uma paz, um silêncio, o mundo fica, de alguma maneira, enorme. Como já era a terceira vez  nas Mentawaiis e a maioria da galera eu já tinha uma grande afinidade foi algo de estar feliz por estar no lugar certo com a galera certa e ainda de poder ter levado mais um câmera que é o Marcos Ribas, meu sócio na Bulletree Filmes, isso me deixou muito animado, poder compartilhar aquilo tudo com ele.

 

Pra que lado se encaminham os teus novos desafios? Qual é o papel do surf na tua vida hoje?
Acho que meus novos desafios estão indo mais para o lado da moda, mas ao mesmo tempo levando o aprendizado do surf junto, na base da estética, edição, isso tudo. O papel do surf continua o mesmo, desde o começo, o amor por ele e a inspiração.
Quais são os próximos projetos (surf e não-surf) que vamos ver nesse ano e nos próximos?
Esse ano está difícil o calendário da galera, estou com dificuldades de conseguir datas para os projetos de filmes de surf independentes, talvez deva sair algo mais no segundo semestre. O Deriva é um projeto novo que envolve surf e ali estamos depositando tudo que envolve passado, presente e futuro da galera. No lado de fora do surf está rolando meu projeto independente de moda, a Levoyage, e volta e meia lançamos filmes de surf e de lifestyle pela nossa produtora, a Bulletree Filmes.
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Foto: Bulletree Filmes

Mais sobre o trabalho de Pablo Aguiar em:

http://www.bulletreefilmes.com/

http://www.l3voyage.com.br/

Entrevista por Lucas Zuch.

Introdução por Amanda Oshida.

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