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Surfari entrevista Mimpi Film Fest

Surfari
Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

Um festival que a cada edição conquista novos admiradores. Pioneiro em valorizar e premiar a produção audiovisual de surf e skate no Brasil, o MIMPI vem unindo gerações e criando laços. Mas o que ele realmente representa? Como essa ideia surgiu? Quais as inspirações e motivações? O Surfari entrevisou os idealizadores Francisco Hein, da Void, e Thomaz Crocco, da Jamur Vídeos, para conhecer um pouco mais sobre a essência do evento.

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Como e porque surgiu o MIMPI?

Thomaz: O MIMPI surgiu de uma experiência pessoal lá na França quando começamos a trabalhar com vídeos. Participamos do festival internacional de filmes de surf de Saint-Jean-de-Luz, e aquilo foi um divisor de águas na nossa vida profissional, pois ali, além de compartilhar nosso trabalho (o curta “Croque-piments, Croque mais”) iniciamos uma rede de contatos e elos profissionais que foram evoluindo naturalmente e que nos colocou no mercado da atividade. Assim, quando eu voltei a morar no Brasil, percebi que não tinha nada do gênero, e como já tinha tido experiência organizando os Soirées du Films de Surf, em Capbreton, e estive presente nos festivais europeus (França e San Sebastian) durante quase 10 anos, virou um hábito de frequentar esses festivais todos os anos e curtir os filmes e discutir com os convidados.

 

Junto com o Thomaz Crocco vocês construíram a ideia do festival e fazem parte da linha de frente. Quanto do DNA de vocês se fundiu ao DNA do MIMPI?

FranciscoA ideia de realizar o festival é integralmente do Thomaz. Ele viveu por muitos anos em Hossegor e desenvolveu um olhar crítico dos festivais que ele participou como espectador e diretor. A união da Jamur, produtora de vídeos, e a Void, foi natural. Duas marcas que se permitem, são irreverentes e que vivem o agora. O DNA da Void está explícito no Mimpi pelo formato do festival, menos quadrado e regulado, mas sem perder a legitimidade. A ideia é reunir cabeças pensantes para discutir sobre o surfe e o skate. E, obviamente, se divertir. Bastante. 

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Quais as novas ideias que estão circulando a terceira edição do Mimpi, que novidades o público pode esperar?

FranciscoA principal novidade é a expansão do Mimpi para o Rio de Janeiro. Com a mudança da Void para o Rio tivemos tempo para conhecer e estudar a cidade. Criar uma amizade com a gurizada da Galeria Fosco foi gratificante. Artistas talentosos e engajados que elaboram suas obras numa casa alucinante no Joá. Como diria o meu amigo Alexandre Baltazar, uma patota do choque. Pronto. Cenário perfeito para o Mimpi. Mais do que o público pode esperar eu penso o que nós esperamos dessa terceira edição. Eu desejo um público mais atento e participativo aos filmes. A curadoria está impecável. Veio material bom de todos os lugares do mundo. Eu espero que possamos viver momentos fodas e trocar conhecimentos durante esse período.

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Naquele estilo Carmen Miranda, o que que o MIMPI tem? E o que vocês acham que conecta o público com o festival?

Thomaz: O Mimpi tem um monte de gente com talento querendo mostrar o que faz, compartilhar o seu olhar e ideias. Isso é o melhor do Mimpi e isso que nos dá tesão em fazer; ver essas pessoas sedentas por se expressar e conseguir acreditar na atividade profissional que sonham.

FranciscoO Mimpi tem uma seleção de vídeos única e uma aura especial. Ele tem uma pegada de constante evolução que aproxima e não distancia as pessoas que querem participar. E ele tem o fator inédito. Não existe um festival de filmes de surfe e skate que movimente e proporcione a discussão, o conhecimento e a novidade como o Mimpi. É uma responsabilidade enorme realizar um festival e a terceira edição do Mimpi endossa o compromisso que temos de apresentar ideias e reunir a galera por um curto, mas intenso período.

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Como é ver a evolução desse projeto? Quais as ideias mirabolantes para o festival atrair ainda mais o público e as marcas?

FranciscoÉ foda. A ideia é continuar abrindo caminhos. Como editor e diretor de criação da Void eu busco aprimorar minha visão e opinião a partir de cada filmes que eu assisto e estudo. Apesar de existir uma forte crítica aos filmes de surf e skate pela homogeneidade, eu enxergo várias ideias e projetos bons por aí. E apresentar isso proporciona o aprimoramento de novos artistas. Não acredito que devemos ficar preso a referências, mas é indispensável estudar e conhecer o que já foi feito ou que está sendo feito para criar algo bacana. Ideias mirabolantes? Bem, isso é muito capcioso e complicado. Deixo a cargo dos diretores e atletas envolvidos nos filmes. Deixo isso para os meus cupinchas do Surfari, responsáveis pelo vídeo do Mimpi. Milionários da vibe. Piu-Piu Vroum-Vroum. Let’s Mimpi

 

Nesta terceira edição Porto Alegre e Rio de Janeiro serão os palcos do MIMPI.

Porto Alegre:

30 e 31 de outubro no Complex 

01 de novembro na Ilha das Flores

 

Rio de Janeiro:

06, 09 e 11 de novembro na Estrada do Joá, 1508.

 

Mais informações: Mimpi Film Festi

Entrevista por Amanda Oshida e Lucas Zuch.

 

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