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Surfari entrevista: Harleyson Almeida

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Se você vive na região sudeste do Brasil é provável que já tenha visto fotos do fotógrafo gaúcho Harleyson Almeida em alguma publicação que trate de surf ou viagens. Se você vive na região sul do país, certamente você já viu algum registro dele, seja através de centenas de compartilhamentos em redes sociais, revistas esportivas ou nas páginas de um dos maiores jornais da região. Os frequentes e inusitados retratos de sua amada praia de Torres (RS) mostram, com clareza, que Harleyson consegue inspiração e  um olhar único independentemente do lugar em que esteja. Quando sai em expedições internacionais, o olho treinado seleciona o que de melhor o lugar tem a oferecer, distrações não fazem parte da rotina desse itinerante fotógrafo de 37 anos. O foco, tanto na lente quanto na vida fez de Harleyson um dos melhores fotógrafos do Brasil.

Confira agora um pouco do que Harleyson pensa sobre a fotografia e sobre a vida.

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Harleyson equipado com seu armamento. Foto: Léo Cardoso

Confira agora um pouco do que Harleyson pensa sobre a fotografia e sobre a vida.

Perfil:

Harleyson de Almeida, 37 anos, formado no Instituto Concórdia, em São Leopoldo (RS). Nascido e criado em Esteio (RS) até os 19 anos, depois adotei Torres (RS) como casa.

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Quintal de casa, as furnas de Torres (RS).

Como foi o seu início na fotografia e o que mais te atraiu nessa arte?

Comecei a fotografar nos anos 90, em Esteio minha cidade Natal. Andava de Skate naquela época e já tinha uma câmera analógica, sempre levava nas sessões de skate, mais para curtir fazendo fotos da galera do skate.

O que me atraiu na fotografia foi o simples fato de congelar um momento, gerar reações após a captura. Essa é a função da fotografia.

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Denis Machado em Torres.

 

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Meio do Rio Mampituba – Cor Ferrugem.

Como ocorreu a sua formação na fotografia?

Sou autodidata, mas fiz alguns cursos básicos. Tenho vários mentores, alguns amigos e grandes referências no fotojornalismo, entre outras áreas da fotografia.

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Descreva um pouco do seu dia a dia como fotógrafo profissional e como faz para colocar o seu trabalho em evidência no ambiente tão competitivo da fotografia.

Meu dia começa lendo jornais antes mesmo do meu café, depois vou conferir os principais sites das áreas que eu trabalho na fotografia, e-mails e agenda do dia.

Tenho usado como ferramenta principal as redes sociais e meu site pessoal, mas acredito que as redes sociais tem feito o trabalho para qualquer profissional, não importando a área de atuação de quem utiliza este recurso.
Sobre o ambiente competitivo, me concentro na capacidade de satisfazer as necessidades e expectativas dos clientes no segmento pretendido.

Não adianta ter papo e boa divulgação se seu trabalho não agrega valor para seu cliente.

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A atual capa do Facebook de Harleyson. Fazendo de sua rede social um belo portfólio.

 

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Mentawaii com a agência de viagens Nivana.

Quais são tuas locações favoritas e coisas que te inspiram?

Não tenho uma locação favorita, aonde estou posso fotografar, mesmo se não for da forma mais adequada.

Claro que se você está em um ambiente que te faz bem, tudo sai perfeito.

Gosto muito das coisas mais simples, mercado público dos lugares aonde vou, vilarejos, tenho procurado fazer mais retratos de pessoas normais…

O surf em si já trás isso no conjunto, principalmente nas surf trips. 

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Exposição Costa Rica – 1

 

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Exposição Costa Rica – 2

 

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Exposição Costa Rica – 3

 

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Exposição Costa Rica – 4

Você usou ou usa filme? Se sim, aponte algumas vantagens e desvantagens desse tipo de fotografia.

Usei filme nos anos 90, fotografando skate, utilizei por pouco tempo, até ter meu equipamento roubado junto com meu primeiro carro. Tinha uma câmera analógica ZENIT 122, mais umas duas lentes manuais.

A vantagem do filme era não depender unicamente de uma câmera em determinados momentos que você fotografa.

Hoje em dia quando você fotografa na digital você sente falta de mais qualidade, por mais atual que seja uma câmera digital de última geração. Estamos cada vez mais exigentes , olhando as coisas cada vez mais de perto.

Claro que a vantagem da digital é o tempo, você fotografa e já vê no LCD da câmera, imediatismo. Te permite errar, mas não sei se isso seria uma vantagem (risos).

Hoje tudo é mais fácil, eu mesmo fotografo há mais tempo na digital do que na analógica.

Uma vez escutei ou li em algum lugar, quanto mais câmeras digitais menos fotógrafos no mundo.

Acredito que a fotografia tem que ser um serviço que beneficie o cliente e não uma vitrine a favor do fotógrafo. Se você está bem no mercado é porque serviu bem seus clientes.

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Stéfano Dornelles em Las Flores, El Salvador.

 

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California sunset.

Quais são seus planos para o futuro?

Trabalhar e trabalhar cada vez mais.

Aprender cada vez mais, dia a dia, com meus amigos, colegas e pessoas que eu fotografo.

Meu plano e meu sonho é que eu consiga que a fotografia continue cumprindo bem o seu papel na sociedade esportiva e, também, na sociedade como um todo, nunca perdendo o rumo de sua função, que é gerar reações e história. Pelo menos eu vou tentar.

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Mais um dia de trabalho, na pista de skate em Torres. Foto: Xiru Scherer. 

 

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O próprio Harleyson, underwater.

Entrevista: Lucas Zuch

Fotos: Harleyson Almeida (Todos direitos reservados)

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