Surfari | Surfari entrevista: Guilherme Solano | A.I.P.E. Surfari entrevista: Guilherme Solano | A.I.P.E. | Surfari

Surfari entrevista: Guilherme Solano | A.I.P.E.

Surfari
Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

Estar em contado com a natureza, poder ver o que há de diferente e que ainda não foi totalmente explorado. Repensar um estilo de vida. Mudar a perspectiva entrelaçando atividades. Em entrevista ao Surfari Guilherme Solano, criador da A.I.P.E., produtora de conteúdo focada em esportes radicais, conta como uniu a fissura pelo surf e embarcou em uma profissão nada fácil: ser videomaker no sul do Brasil.

 

Magia da Ilha | JosiasPedrinha from Guilherme Solano on Vimeo.

 

Fala um pouco sobre a tua relação com o surf, como começou, quem foram as pessoas que te influenciaram, onde tu construiu afinidade com o mar?

Minha relação com o surf começou ainda criança, na época brincava de ficar em pé no bodyboard nas espumas da beira. Aos 10 anos ganhei minha primeira prancha do meu primo e ai o vício só foi ficando mais forte. Aos 13 já não queria mais passar um final de semana que fosse em Porto Alegre. Fazia de tudo para ir todos os finais de semana, eu e meus amigos caíamos no mar sempre independente da condição de 2 a 3 vezes por dia, estivesse quase flat ou de ressaca. Meus amigos e primos mais velhos que sempre me incentivavam, eram as pessoas que mais me inspiravam e não me deixavam despilhar mesmo que as condições estivessem horríveis. Tinha também a galera mais velha que já quebrava em Mariluz, como os irmãos Jairo e Igor Lummertz, Mauricio Nunes entre outros que ficava observando para aprender como se fazia.

%name %title

Como surgiu a AIPE TV?

O A.I.P.E.tv surgiu um pouco após a criação da A.I.P.E., na época não haviam muito sites onde poderia publicar todos os vídeos, e indicar caso me perguntassem onde assistir, em 2009 nasceu o blog www.aipetv.blogspot.com. Nessa época nosso foco já era para a produção audiovisual. O blog A.I.P.E.tv nasceu como uma ação de criar um espaço onde de certa forma pudéssemos mostrar o surf no sul do Brasil, e principalmente no RS (onde cresci surfando), para o resto do país e mundo afora. Estimulando os talentos locais, fortalecendo a imagens dos ídolos regionais, e aproximando os surfistas em busca de exposição e patrocínio aos olhos dos empresários. Hoje em dia estamos com um site reformulado, onde tentamos deixar mais claro os tipos de serviços que oferecemos e onde nosso blog se encontra.

 

Quando tu começou a filmar e editar?

Comecei a filmar e editar quando achei uma filmadora do meu pai esquecida no guarda-roupas lá de casa. Era uma mini VHS, mas serviria para que me filmassem surfando, pelo menos essa era a intenção inicial. Porém pela dificuldade em encontrar alguém com disposição para me filmar, acabei indo para o outro lado da câmera, resolvi aprender a produzir. Como o objeto principal das imagens inicialmente era surf, algo que eu gosto muito, cada vez que ia para a praia e fazia umas imagens maneiras ficava amarradão como se tivesse surfado aquela onda junto com o surfista e assim fui pegando gosto pela coisa. Então comecei a estudar praticamente todos os dias, fiz alguns cursos de fotografia, de edição e a evolução é constante assim como no surf, acho que foi isso que me fez gostar da produção audiovisual, o aprendizado constante e a necessidade de estar aberto a aprender a qualquer momento.

Hoje em dia a fissura entre produzir imagens e cair na água é mais ou menos igual e existem alguns momentos de conflito interno, porém sempre tem tempo e ondas para fazer tudo. Nunca pensei que isso poderia se tornar uma profissão, mas hoje em dia não me vejo trabalhando em outra área.

%name %title

Como fazer pra levar a vida de videomaker no Brasil? Quais são os caminhos e dicas que tu pode dar pra quem tá pensando em começar nessa jornada?

Essa é uma boa pergunta que eu me faço todos os dias. Acho que primeira coisa é o amor pelo que se faz, afinal de contas o que mais faremos nessa vida é trabalhar. Portanto se conseguimos conciliar nosso trabalho com algo que amamos e nos divertimos fazendo teremos muito mais qualidade de vida, independente do retorno financeiro que obtivermos. O retorno financeiro é algo que acaba vindo com o tempo e se torna um medidor de quanto estamos evoluindo como pessoa e profissional. Além disso a persistência para não desistir, pois mesmo sendo algo “divertido” é trabalhoso, e exige estudos constantes. Basicamente é como surfar, a cada dia vamos aprendendo novas manobras e aperfeiçoando elas e a linha de surf, passo a passo.

A dica que dou para quem deseja começar é largar da vontade e ir pra praia ou pra água e treinar, existem muitos nichos nesse mercado e basta cada um encontrar o seu.

%name %title

Quais os projetos que tu tá envolvido no momento e quais são os planos pro futuro?

Sempre existem projetos surgindo, e o que tento fazer é primeiramente viabilizar eles antes de fazer a divulgação. Sobre os projetos em andamento, ainda estamos trabalhando na parte de exibição e distribuição do documentário Adaptado nas Ondas, que fala sobre surf adaptado através da história de superação de Paulo Ricardo Souza e do trabalho da ONG ADAPTSURF. Iniciamos também uma série quinzenal com o skatista catarinense Bernardo Speck intitulada DOG RUNS FREE onde a cada episódios passamos por uma pista diferente, os 03 primeiros episódios da série foram gravados em Florianópolis, Imbituba e Garopaba, respectivamente. Estamos com mais alguns outros projetos ainda que estão na fase de captação de recursos para sua viabilização.

Além dos projetos, tenho investido bastante tempo aprendendo a produzir imagens dentro d’água, e está se tornando uma nova fissura. Então é bem provável que cada vez mais nossas produções tenham esse tipo de imagem.

 

Confira mais do AIPEtv: www.aipe.com.br

 

Entrevista Lucas Zuch.

Introdução Amanda Oshida.

Instagram