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Surfari apresenta: Wild Industry

Surfari
Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

Arte, simples e singela palavra composta por quatro letras, de acepção livre e profunda, disponível à todos aqueles que percebem formas de expressão onde a maioria não é capaz de enxergar.

O Surfari, sendo uma plataforma democrática e heterogênea, tem o intuito de reunir uma equipe de ativadores perceptível às sutis e inesgotáveis fontes de inspiração artística que o mundo nos proporciona, através de antagonismos, entre asfalto e concreto, natureza e ser humano – ou também relações harmônicas, de um quase parentesco, surf, skate, música, película, desenho, fotografia.

Com essas características, apresentamos Douglas Alvares e Vicente Lang, produtores audiovisuais, e idealizadores da plataforma artística Wild Industry. Nosso livre espaço será uma exposição para seus conteúdos, e que, através desta parceria, muito frutos sejam colhidos. Fonte de enriquecimento para cultura que defendemos.

Sejam muito bem-vindos ao time!

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– Contem um pouco sobre suas vidas e como a arte (surf, skate, filmes, desenhos, fotografia) começou a fazer parte dela.

Douglas Alvares: Comecei a desenhar desde cedo. Meu irmão sempre me incentivou muito, até o dia que ele instalou um Photoshop no computador, que na época era difícil de conseguir. Desde então tive os primeiros contatos com criação gráfica, e depois só me aprofundei até comprar minha primeira câmera HD e conhecer o Adobe Premiere. Ali, eu conheci uma nova maneira de expressar o meu ponto de vista do mundo, unindo arte sempre com skate e surf, esportes que sempre fui fissurado desde cedo. Hoje curso design gráfico e aplico todo conhecimento que tenho nos nossos filmes.

Vicente Lang: Minha mãe é professora de Artes Plásticas, então eu acredito que isso tenha me influenciado bastante na área artística, e os vídeos e a fotografia foram as maneiras que eu encontrei de integrar o surf e o skate, que eram minhas atividades favoritas, com a arte. Até porque tudo isso tem uma plástica semelhante, surf, skate, filmes, desenhos, fotografia.

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– Como começou o projeto Wild Industry (e como vocês se tornaram produtores audiovisuais)?

Começou quando nós vimos que tínhamos essa paixão em comum, por produzir arte em qualquer forma, especialmente em vídeos, sendo que a princípio era um hobby. A Wild foi apenas a forma que encontramos de integrar nossas concepções, então resolvemos unir isso tudo e fazer nossos filmes independentes.

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– De onde vem a inspiração, e quais são as principais influências e referências para a criação dos trabalhos da Wild Industry?

A inspiração vem do paradoxo, natureza-sujeira, por isso o nome. Aquela mistura entre a fluidez e coisas quadradas, estranhas. Estranho é bom.

Acreditamos que as influencias sejam tudo o que nos rodeiam, tanto boas, quanto ruins. Coisas novas e criatividade é mais que necessário neste momento em que as tecnologias estão sendo ultrapassados por velhas tendências. Quem consegue inovar hoje em dia está no topo pra nós, mesmo que não fique muito bacana, que seja original e transcenda o cubo de imagem. Fugir de uma estética já batida é um desafio e exige coragem.

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– Podemos considerar a palavra arte como toda e qualquer forma de expressão. Partindo deste pressuposto, surf, skate, filmes, desenhos, fotografia, música, podem ser consideradas formas de expressão artísticas. Como vocês veem a relação entre essas áreas? Como uma conversa com a outra no processo criativo?

Uma depende da outra, sem dúvida! Acreditamos muito nas diversas formas de percepção que o ser humano tem. A partir do momento que conseguimos harmonizar essas percepções estaremos tangenciando o sucesso. A nossa forma de produção é muito variada, o skate vem do surf, porém eles tem características diferentes, ambientes, pessoas e estilos. Buscamos aplicar nosso ponto de vista, nossas cores e texturas nos vídeos. Temos estilo semelhantes, mas ao mesmo tempo distintos, assim como estas áreas. E em relação à como uma área conversa com a outra… Acho que na verdade elas nem conversam, elas sentam e fazem uma sonzeira!

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– Quais os equipamentos utilizados, e os lugares que vocês costumam buscar para a produção de novos materiais? Planos para o futuro?

Usamos uma Nikon D5100, Sony xd, Gopro e uma HI8 das antigas. Esses dias, montamos um Slider que está rendendo boas capturas. Acreditamos que bons resultados não necessariamente vem de bons equipamentos, mas sim de boas ideias, estilo e cores ou mesmo a ausência dela. Filmamos por onde passamos, não somos grandes roteiristas, mas estamos evoluindo, projetando antes de executar.

Douglas Alvares: Atualmente estou trabalhando em um projeto com o skatista Jonny Gasparotto.  Estamos filmando em algumas pistas novas, e outras já bem conhecidas pelo Rio Grande do Sul. Numa textura pesada e descolorida o filme retrata o novo e o velho ambiente dos Bowlls da região. Com uma pegada poética-filosófica, analisamos os ambientes clássicos e o seu abandono, contrastando com pistas novas e a relação públicas e particulares como Complex, Banx, Swell, Marinha e algumas outras pelo RS.

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– Se vocês tivessem um orçamento ilimitado, como seria o projeto dos sonhos vocês? (Pode citar mais de um se quiser)

Bá. Em primeiro plano acho que compraríamos duas RED, uma caixa estanque, um Drone e com certeza iríamos direto pegar a estrada.

Douglas Alvares: Meu filme dos sonhos é retratar a uma Boat trip pegando todos picos do Brasil, de sul a norte, chegando até a América Central, e logo em seguida cruzar o canal do Panamá. Outro projeto dos sonhos é poder participar das produções da Red Bull Media House, fico impressionado com a qualidade que saem a cada novo vídeo.

Vicente Lang: Meu projeto dos sonhos seria unindo um cenário exótico, não necessariamente tropical, mas algo como o Marrocos, e sua cultura diferente da nossa, sendo captada pelas mais tecnológicas câmeras e equipamentos, com os melhores surfistas do mundo, algumas modelos espalhadas pelas cenas, tendo a trilha feito especialmente para o projeto. Tudo regado a muita cerveja boa.

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Fotos: Douglas Alvares e Vicente Lang

Introdução e entrevista: Cássio Cappellari

Alguns trabalhos audiovisuais:

Douglas Alvares

DAYDREAMING from Wild Industry on Vimeo.

Hot Dog from Wild Industry on Vimeo.


Vicente Lang

Sombroso from Wild Industry on Vimeo.

Direto do Inferno from Wild Industry on Vimeo.

Todos os conteúdos da Wild Industry podem ser acessados nas plataformas: Vimeo Instagram Facebook

‘Antes pensar no todo do que pensar em si mesmo.’

Coletivo W.Ind.

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