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Surfari apresenta: Rodrigo Pacheco

Surfari
Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

Sem ser muito filosófico aqui, mas, o que significa uma comunidade? Os significados (relacionados a sociologia, que são os quaes me refiro) explicam o termo como um agrupamento social que compartilha de regimentos, preceitos éticos e motivações semelhantes. Bem, é mais ou menos isso que o Surfari sempre almejou formar, uma ‘comunidade’ de pessoas que compartilham de valores e interesses convergentes, com o faça-você-mesmo ocupando a posição central. Evidentemente, essa comunidade não pode estar restrita a um estilo, ideologia ou visão de mundo idêntico pois sufocaríamos a pluralidade e, consequentemente, a criatividade.

Assim, buscamos pessoas com diferentes backgrounds artísticos e de inspirações que não sejam as que estamos acostumados para enriquecer essa comunidade colaborativa e transformá-la numa plataforma que dissemine boas experiências e muita inspiração.

No processo, esbarramos no Rodrigo Pacheco, um fotógrafo freelancer e viajante nato que há quase dez anos está numa constante busca pela paisagem, pela atmosfera e, também, pela onda perfeita. Residente de Florianópolis, Rodrigo é a segunda conexão catarinense que se apresenta, a partir de agora, como ATIVADOR no Surfari.

Seja bem vindo!

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Rodrigo Pacheco aprimorando a arte da fotografia em sua primeira viagem à ilha de Bali, Indonésia.

Confira agora um pouco da história e dos caminhos de Rodrigo:

Como foi seu início na fotografia? O que despertou seu interesse inicialmente e quem mais o estimulou a se aprimorar?

Meu início na fotografia ocorreu em 2004, quando tive a oportunidade de morar na cidade de San Diego, na Califórnia. Surfando em Windansea – onde foi fundado o primeiro surf club do sul da Califórnia, em 1963 – tive o primeiro contato com o tema vendo um fotógrafo clicar a galera que estava na água. Foi paixão à primeira vista. Uma lente Canon 600mm branca, aquela que a gente só via em filme ou quando estava acompanhando uma etapa do WT. Saí da água, fui falar com o fotógrafo para bisbilhotar e o cara abriu as portas para mim. Foi em San Diego mesmo que comprei minha primeira máquina fotográfica, uma Minolta que disparava 3 fotos em sequência e nada mais. Não tive grandes incentivadores para começar a fotografar, corri atrás por conta própria e adquiri meu primeiro equipamento profissional quando trabalhava como comissário de voo, pois viajava constantemente para Nova Iorque. Lá comprei equipamento que uso atualmente, que consiste de uma Canon 7D, uma Canon 50D, lentes Canon 100-400mm, 24-105mm, 15mm e 8mm entre outros brinquedos que uso como flash, rádio flash e caixa estanque.

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Rodrigo testando exposições prolongadas em algum lugar da Indonésia.

Desde quando você usa fotografia digital? Ainda se interessa pela analógica? 

O início foi com máquina analógica, essa Minolta comprada em San Diego com uma lente 75-300mm, era o equipamento que eu usava para aprender. Muitas vezes peguei dicas com o fotógrafo que clicava a galera do club em Windansea, ele me ajudou muito e inclusive já operava uma câmera digital, que na época era bem cara. Hoje com a facilidade das câmeras digitais e recursos que elas oferecem não tenho interesse de voltar a fotografar com câmeras analógicas.

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Um olhar singular de um momento cotidiano.

 Conte como ocorreu a transição entre o hobby e a profissionalização? O que é necessário para se destacar num mercado tão competitivo?

 Desde que comprei meu primeiro equipamento fotográfico digital o profissionalismo começou a se desenvolver. Comecei a ir para as praias nas folgas e clicava a galera, entregava o cartão para não perder o contato e fazia as vendas via e-mails e depósitos bancários, como faço até hoje. A coisa começou a dar certo. Era gente ligando para fotografar em Garopaba, Farol de Santa Marta, Florianópolis, Balneário Camboriú e, então, em 2010 tive o prazer de passar 3 meses na ilha de Fernando de Noronha, onde tenho um primo que reside há 8 anos. Aí foi onde o profissionalismo emplacou de verdade, os surfistas saíam da água enlouquecidos querendo saber se eu tinha clicado a onda deles. Como trabalhava no restaurante do meu primo à noite, convidava a galera para jantar lá e já dar uma olhada nas fotos. Consegui fazer muitos bons contatos na ilha em 2010, o que me levou à Indonésia no ano seguinte. Aí foram mais 6 meses de fotos, surf e muita festa. A Indonésia é a Disneylândia do surf, com ondas perfeitas, muita gente querendo fotos e foi lá que  a fotografia definitivamente virou profissão.

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Rodrigo descobrindo a Indonésia, ilha de Asu. Tanto na fotografia, quanto na vida esta viagem foi um marco para o catarinense.

O que te inspira e traz vontade de fotografar?

O que mais me inspira na fotografia é captar o momento que os olhos das outras pessoas não conseguem ver. Momentos que só nós fotógrafos conseguimos observar, como movimentos, paisagens, cores. Sempre tento imaginar aquele momento na parede do meu quarto ou na sala de uma pessoa. Eu também surfo, mas muitas vezes prefiro estar dentro d’água fotografando do que surfando. Gosto de captar os momentos do surf, o momento certo de uma boa rasgada, de um tubo, seja dentro ou fora d’água.

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Paz e tranquilidade.

 Quem são suas principais referências dentro e fora da fotografia?

Uma pessoa que me ajudou muito e que mudou meu conceito de fotografia de surf foi o Aleko Stergiou. O cara me deu dicas que nenhum outro fotógrafo daria. Esse mercado é muito competitivo e ele foi humilde de sentar e me explicar o que o equipamento podia me oferecer. Hoje, minhas fotos são o que são por causa dele. Depois dessa aula grátis que tive com ele, muitos fotógrafos e surfistas, já compararam meus registros com os de profissionais de ponta.

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Paz e tranquilidade. Em uma forma distinta.

Quais são seus planos para o futuro próximo?

Estou com muitas ideias na cabeça nesse momento. A primeira delas é ir para o México em março de 2013, para viabilizar um plano voltado ao surf. O lugar não posso contar pois é coisa nova, vai ficar no mistério. Após voltar do México, pretendo ir à Indonésia passar a temporada e correr atrás de trabalho. De preferência nas ilhas Mentawaii, onde os barcos oferecem um bom salário.

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A Indonésia é um lugar que pode mudar nossas percepções catastróficas sobre a humanidade.

 

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Rodrigo, em seu elemento, viajando e fotografando.


Você pode conferir mais sobre o trabalho de Rodrigo Pacheco no espaço dele no Surfari e em seu site pessoal.

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