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Surf e Tubarão: Só a Tecnologia Resolve

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Leash preso, prancha na mão. Logo nos primeiros contatos com a água, o surfista acaricia o mar e com as gotas salgadas faz o sinal da cruz, pede proteção.

A água começa a ficar escura e enxergar o que se movimenta por baixo fica quase impossível. Então, o que era para ser um dia de treino e diversão se transforma em tensão.

Solução 1:

O medo também é relacionado ao respeito. Ao entrar no mar, o surfista deve ter em mente que está dividindo o espaço com os verdadeiros locais. O que para alguns, é um temor quase paralizante. Ataques de tubarão são um evento da natureza e, apesar de os números absolutos não serem alarmantes (frente a outros riscos da natureza), acontecem com uma frequência crescente. Esses incidentes se tornam ainda mais problemáticos quando há a aprovação da caça e abate pela legislação, como no caso do Oeste da Austrália, onde tal prática foi incentivada como resposta a recentes encontros entre surfistas e tubarões. Pensando na sobrevivência amigável de todos, empresas elaboraram dispositivos capazes de afastar os tubarões sem causar lesões.

Os ataques de tubarão são um evento da natureza e acontecem com cada vez mais freqüência. Mas também os ataques aos tubarões começam a ser um problema, depois da lei aprovada pelo Oeste australiano, que incentiva a caça ao tubarão em determinadas zonas. Uma notícia que levantou muitas críticas, mas agora pode estar perto de um final feliz. Isto se esta nova invenção funcionar: quilhas à prova de tubarão.

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Campo eletromagnético

Não, as quilhas das pranchas não serão ainda mais afiadas para funcionarem como armas de corte contra tubarões, até porque o objetivo é evitar ataques de ambos os lados, e terminar com a recente matança imposta pelo governo do Oeste australiano. Assim, podemos estar próximos de encontrar a solução para terminar com os ataques dos tubarões aos surfistas, de acabar com a caça ao tubarão e também com os vários protestos públicos na Austrália.

A história é contada pelo site, Swellnet.com, e a ideia surgiu da cabeça do empresário da West Oz, Lindsay Lyon, e já está sendo desenvolvida. Lyon tem uma empresa chamada Shark Shield e, juntamente com a sócia Amanda Wilson, fabrica, há quase dois anos, produtos que servem de proteção para frequentadores do oceano. Todos os produtos tem o mesmo princípio de tecnologia, à base de eletrodos, e é isso mesmo que estão tentando incorporar nas quilhas das pranchas.

Duas baterias de eletrodos colocadas nas quilhas formam um campo eletromagnético em volta da prancha de cerca de 2 metros que não irá permitir uma aproximação dos tubarões. E como? Ao chegarem perto do campo eletromagnético os tubarões sentem náuseas. Pode não ser um método amigável, mas é claramente menos violento e mortífero do que o atual plano do governo do Oeste australiano.

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Shark Shield

Lyon garante que esta invenção não irá afetar a performance dos surfistas, uma vez que o aparelho pesa somente cerca de 100 gramas. Resta agora saber se estamos na presença de algo funcional… mas apostamos que você não vai querer ser o primeiro a experimentar. Ficamos assim, no aguardo por novidades. Será que é isso que dará um aos nossos pesadelos com tubarões? E os deles também…

Solução 2:

Mas e se o leash estourar ou a prancha quebrar e as quilhas salvadoras não estiverem mais por perto? Outra ideia inovadora surge. A empresa australiana Radiator criou dois modelos de roupas de neoprene que teriam a capacidade de inibir o ataque de tubarões em águas rasas e profundas, desenvolvidos pela Shark Attack Mitigation Systems (SAMS) em parceria com os pesquisadores do Oceans Institute at the University of Western Australia.

O primeiro modelo, batizado de Elide, faz com que os surfistas pareçam ser invisíveis, já que a peça é feita em vários tons de azul e cinza, criando o efeito de água em movimento. O segundo, chamado de Diverter, listrado com preto e branco, inspirou-se em animais perigosos e peçonhentos. Porém, a empresa não garante que o produto irá evitar 100% dos ataques, mas aumenta as chances de salvação, já que com a confusão, o surfista teria mais tempo de sair da água.

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Modelo Elide

“Ainda que tubarões usem diferentes sentidos para localizar uma presa, é sabido que a visão comanda o ataque em seu estágio final. Ao interferir nessa percepção visual, um ataque pode ser evitado ou ao menos postergado, dando tempo para que a potencial vítima saia da água”, informa o website da Shark Attack Mitigation Systems.

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Modelo Diverter

Patenteada, a tecnologia pode ser aplicada em adesivos para serem colados em pranchas de surf, cápsulas para mergulhadores e outros produtos para esportes aquáticos.

Fontes:

Solução 1: Surf Portugal

Solução 2: Meio & Mensagem

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