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Richard James – Thirty Thousand

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Algum tempo atrás divulgamos o fascinante %name %title

Como você e seu irmão se envolveram com o surf e quando/para onde foi sua primeira viagem?

Nós começamos a surfar nas Northern Beaches de Sydney quando éramos bem novos. Nosso pai nos ensinou, e além disso ele nos levava em surf trips mais ao norte. Nós começamos surfando com longboards, então sempre nos acostumamos a surfar com diferentes tipos de pranchas. Acho que nossa primeira surf trip internacional foi para a Indonésia, quando tínhamos uns 15 anos.

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Vocês já haviam estado na África antes de fazerem o filme? Conte um pouco sobre o processo criativo envolvido na ideia e o quanto de planejamento vocês realmente fizeram..

Nós realmente não sabíamos muito a respeito da África antes de partir. Eu já havia ido ao Marrocos para uma surf trip e ouvi falar que se você fosse mais longe em direção ao deserto era possível achar ondas solitárias, isso despertou meu interesse. De volta à Austrália, olhando os mapas e vendo o quanto havia de litoral no caminho até a África do Sul decidimos ir e tentar dirigir por toda essa extensão. Não é um lugar sobre o qual se ouve falar muito a respeito de surf, mas se você olhas os mapas pode imaginar o quanto há lá para ser descoberto.

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As paisagens, pessoas e culturas que vocês encontraram preencheram suas expectativas? Vocês conseguiram se misturar entre os locais ou acabavam chamando muita atenção – isso foi ruim em algum sentido?

Definitivamente excedeu as nossas expectativas. Nós realmente não sabíamos o que esperar antes de partirmos. É incrível a diversidade que você encontra viajando por aquela extensão costeira em termos de paisagens e culturas. Você vai de um deserto interminável no norte, passa por savanas e pradarias, depois florestas tropicais e monções e chega novamente à desertos no sul. Cada país era diferente e possuía uma cultura muito particular, nós passamos bastante tempo em cada lugar então pudemos conhecer as pessoas locais e sua cultura. Nós não achamos que qualquer desses lugares era muito perigoso ou que tivéssemos que nos preocupar em estar chamando muita atenção para nós. Todo mundo ficava feliz em nos conhecer e queria saber um pouco mais sobre o que estávamos fazendo.

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Toda a surf trip tem alguma roubada ou algo que não sai como o planejado, conte uma situação memorável..

Provavelmente o maior susto que tivemos foi na Libéria, onde tivemos problemas com os papéis do nosso carro e o governo não queria nos liberar pois achou que fôssemos traficantes de drogas. Foi iniciada uma investigação e acabamos tendo que pedir conselhos e assistência ao Consulado Britânico. Definitivamente passamos algumas noites sem dormir sabendo que éramos suspeitos numa investigação sobre tráfico de drogas. Não é um lugar onde você quer parar na cadeia. No fim das contas eles nos liberaram, mas não foi uma experiência divertida.

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Qual foi a sua maior surpresa em termos de surf?

Nós encontramos excelente surf em quase todos países que visitamos, era uma questão de ser paciente e esperar pela ondulação. A maior surpresa nesse quesito provavelmente foi o Saara Ocidental, ao sul do Marrocos. Nós encontramos uma série de pointbreaks de direitas lá. Ondas simplesmente perfeitas quebrando sem ninguém por perto.

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Se você fosse escolher um país ou um lugar para voltar qual seria?

Eu diria África do Sul. É um país tão bonito e, em termos de surf, você não pode deixar passar – há muitos picos de qualidade e nem tanta gente assim surfando. Além disso, as pessoas são extraordinárias. Nos estendemos por alguns meses e os surfistas locais nos trataram muito bem. Mesmo não sendo tão remoto ou exótico como alguns dos lugares que visitamos é um lugar que eu realmente gostaria de voltar.

Se você se interessou sobre o filme e gostaria de adquiri-lo, acesse o site oficial do projeto Thirty Thousand.

Entrevista e tradução: Lucas Zuch.

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