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Reconhecendo o Surf | Ep. 9 – Rio Cidade Olímpica

Surfari
Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

Uma jornada de 25 mil quilômetros por todo litoral para entender quem é o surfista e como o surf impacta a economia e a cultura brasileira. Um universo de praias, pessoas e iniciativas incríveis. Por trás de cada passo, centenas de histórias. A cultura do surf é linda, rica e diversificada. E se a pesquisa ao final do projeto vai nos ajudar a entender em números e dados como funciona o mercado e comportamento ao redor do surf, estes episódios são um retrato mais humano da nossa jornada. Uma janela para vermos a cena acontecendo em diversos lugares do Brasil. Com uma pitada de bastidores e percalços que são inevitáveis numa viagem de 4 meses.

Com vocês, o nono episódio de nossa websérie:

O Rio de Janeiro, não continua lindo. Ele sempre foi e sempre será. Esta beleza e abundância de recursos cria um forte contraste com o caos e os problemas gerados em uma grande metrópole. Porém, é do caos que surgem as oportunidades. E para o surf, talvez a cidade do Rio de Janeiro seja onde mais se encontram oportunidades em todo o país. A começar pelo mercado audiovisual, o Rio, que desde sempre foi sede da Rede Globo e seu império de comunicação é acostumado às câmeras. É por aqui que gira a cena mais efervescente de fotógrafos e produtores de vídeos nacional, como pudemos comprovar em uma session de surf na praia de Ipanema, onde haviam mais fotógrafos do que surfistas. Uma geração que vem em peso redefinindo a relação fotógrafo-surfista-mídia como Henrique Pinguim, Ana Catarina, Anna Veronica, Pedro Fortes, Luiz Blanco, Fabio Minduim, Base, e uma infinidade de talentos que não conseguiríamos listar. Essa relação cria o terreno para freesurfers, e a busca tanto de quem clica quanto de quem surfa é monetizar um estilo de vida almejado por muita gente. Essa objetivo se tornou uma opção viável a mais ou menos 5 anos atrás, com a chegada do Canal OFF, principal veículo de esportes radicais do Brasil e cuja raiz é o surf. Pelas palavras do diretor de conteúdo do canal, Leonardo Campos, o OFF movimentou em 2016 nada menos que 67 produtoras, muitas delas independentes, recriando um mercado extinto junto com a Zona de Impacto, mais de 10 anos atrás. Além de movimentar esse nicho, o canal é responsável por manter acesa uma brasa do surf feminino, praticamente extinguido com o fim do patrocínio da Petrobras ao circuito profissional. Conectando com algumas das principais expoentes como Silvana Lima, Marina Werneck, Gilvanilta Ferreira e Marcela Witt, entendemos o quão importante foi o surgimento do canal na mesma época em que a parte competitiva declinava. Uma nova luz aparece para as meninas com o surf tendo entrado no rol de esportes olímpicos, já que a medalha vale tanto pra homens quanto pra mulheres e parece que nos encaminhamos a um novo momento. O reflexo da evolução do surf no Brasil fica mais evidente quando chegamos na Rocinha e vimos seu uso como ferramenta de transformação social. Através da Rocinha Surfe Escola o esporte que pra muitos é um estilo de vida se torna um meio para que crianças e adolescentes consigam transcender a violência, o tráfico de drogas e as tentações que a desassistência do Estado lhes impõe. E por aqui talvez tenha ficado claro que em uma cidade com tantos contrastes como é o Rio, onde o paraíso flerta constantemente com o purgatório, com o surf não seria diferente.

 

Pra quem der play acima, o episódio ainda separa algumas surpresas e novidades. Queremos saber o que acham desse novo formato, mais extenso e completo. Feedbacks nos movem. Comenta aqui no final desse post e fica ligado que na colada vem a sequência da webserie. Enquanto isso, vai assistindo os episódios anteriores:

RECONHECENDO O SURF | EP.8 – LITORAL NORTE DE SÃO PAULO

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O Reconhecendo o Surf é um projeto viabilizado através de um crowdfunding, do patrocínio de Mitsubishi e Corona e do apoio da Mormaii, GoFlow, Loja Trópico, Nutrimate Erva Mate, Powerlight Surfboards, Ogro Surfboards e Mission Control.

 

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