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Quem é o surfista brasileiro?

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Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

Embarcamos em uma jornada sem volta. Apertamos o botão de uma campanha de crowdfunding, mais conhecido como financiamento coletivo, em que temos uma meta e um deadline para atingir. Sim, caso você nunca tenha entrado em uma modalidade dessas, posso assegurar que o frio na barriga é uma constante. E sim, agora, estamos na corrida para descobrir quem é o surfista brasileiro e o mercado onde ele transita.

Mas não é sobre tensão que quero falar aqui, e sim, porque esse projeto tem mais a ver com você do que você pensa, mesmo que você nunca tenha chegado perto de uma praia ou tenha alergia a areia. O surf é um agente de transformação social, um fator econômico relevante. Apenas no Brasil, em 2008, o mercado de surf movimentou R$ 5 bilhões e empregou 1.4 milhão de pessoas (entre formais e informais). Mesmo com números desse calibre e dois campeões do mundo, ainda não temos um campeonato nacional forte e investimento em categorias de base. Somos a terceira maior nação do surf mundial e ainda não sabemos quem é o surfista brasileiro. O que ele quer, quem ele influencia, o que ele consome, quem ele aspira ser?

Outra coisa que talvez passe despercebido, é o quão rentável um pico de surf pode ser para uma cidade. Surfistas deixaram de ser pé rapados há muito tempo e fazem a economia girar. Em um estudo de 2007, encomendado pela Surfrider Foundation, dois pesquisadores australianos levantaram que apenas os frequentadores de South Straddie, na Gold Coast, movimentavam a cifra de AU$ 20 milhões na compra de equipamentos, alimentação, acomodação e combustível. Esse ponto traz à tona a pergunta, quanto a cidade do Rio de Janeiro perde ao despejar esgoto em São Conrado ou quanto o Espírito Santo deixou de arrecadar com a lama na Regência?

Desde os anos 50, o surf é um dos maiores influenciadores da cultura jovem no mundo. Esse esporte/estilo de vida catalisou o surgimento do skate e acelerou o sucesso das guitarras amplificadas, e bem, todo mundo sabe o alvoroço que cada uma dessas coisas causou na sociedade. O surf sempre foi tido como um statement da contracultura e isso também contribuiu para o crescimento de sua influência. Para o bem ou para o mal, mas faz parte da construção de juventude. Portanto, vale a pena ir à fundo e saber mais sobre o comportamento destas pessoas cujo maior prazer é entrar mar adentro com uma prancha.

Essas e outras questões estavam presentes na primeira versão do estudo Reconhecendo o Surf, e mostram o quanto o surf precisa ser entendido e estudado. Não se trata de um mero capricho de alguns hippies que querem dar às costas a sociedade e viver seu mundo encantado.

Muitas perguntas e poucas respostas. Precisamos mudar isso. Não é a primeira vez que estamos nos propondo a fazer isso, e apesar de conhecer a dificuldade, vamos matar no peito. Um mini flashback para você entender que não somos (apenas) comediantes e aventureiros: eu (Lucas) trabalhei um ano com pesquisa de mercado e fiz a pesquisa ‘Características Psicográficas dos Surfistas de Porto Alegre’ (vulgo meu TCC, nota 10 com estrelinha), publicada pela ESPM-SUL e o Eduardo, vulgo Duda, trabalhou 2 anos na Reali, uma empresa de pesquisa e inteligência de mercado de Porto Alegre (RS), colaborando em mais de 15 projetos para clientes como Dell, Grendene, Lojas Colombo e Cyrela.

Zuch e Duda, com 18 anos, reconhecendo o surf na Austrália em 2008.

Zuch e Duda, com 18 anos, reconhecendo o surf na Austrália em 2008.

De qualquer forma, não conseguiremos fazer isso sem a sua colaboração. Essa doação, nem precisa ser tão altruísta assim, pois todo depósito na campanha implica uma recompensa proporcional em produtos e serviços do Surfari e de parceiros.

Essa é a hora de contar com os amigos, os amigos dos amigos, os conhecidos dos amigos, os profissionais, os comunicadores, os betas, os alfas e, até, quem não tem nada a ver com o surf. Muito obrigado pela sua confiança, sua doação, seu compartilhamento.

Nos vemos na estrada!

www.catarse.me/reconhecendosurf

 

Texto por: Lucas Zuch.

 

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