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De acordo com pesquisa no site de etimologia Origem das Palavras, a palavra experiência provém do latim. O prefixo EX- significa “fora”, acrescido do sufixo PERITUS, “testado, conhecedor, aquele que sabe”, são derivados do verbo EXPERIRI, que quer dizer “testar, examinar”.

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Ensaio.

Essa busca etimológica foi realizada para entender o que está intrinsecamente relacionado ao ato de realizar uma experiência. No entanto, uma definição, por si só, não significa nada se não for aplicada. Como a origem da palavra bem diz, experiência tem a ver com explorar, testar, ampliar, fazer diferente. Acredito que o prefixo da palavra (EX) talvez tenha mais a dizer do que o sufixo (PERITUS), pois sair, ir para fora, requer coragem. Seja qual for a experiência a qual você se propor, muitas vezes o medo da reprovação ou da falha acaba inibindo o experimento. Pensar fora do quadrado é algo que nosso cérebro muitas vezes não deseja fazer. Ora, é muito mais fácil seguir a receita conhecida ou transmitida por outros do que desbravar o desconhecido, onde a chance de errar é muito maior.

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L.Z.

Segundo William Shakespeare, o maior inimigo do homem é a segurança. Sob essa ótica, o medo de errar, muito provavelmente, é o mais saliente soldado dessa conclusão. Embora, às vezes, indivíduos possam argumentar que a segurança seria um pré-requisito para a sobrevivência – e em determinados casos é, como no nosso Brasil onde as oportunidades não são iguais para todos – me parece que esse discurso nada mais é do que uma licença para a mediocridade. Não se engane pelo falso teor forte dessa palavra, pois medíocre “é aquele que está entre o grande e o pequeno”. É aquele que não toma riscos. Quem aceita riscos pode ganhar. Ou perder. Ainda assim, aquele que perde se arriscando aprende. Quem nunca arrisca perde sempre.. e não aprende.

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G.A.

Podemos avaliar infinitamente os motivos pelos quais a maioria das pessoas preferem a segurança, as razões para isso são muito pessoais e não se aplicam em forma de regra para as diferentes personalidades humanas. Me arriscaria a dizer – aqui sem medo da reprovação – que um dos “engessadores” de experiências mais recorrentes é o foco no resultado. Assim, etimologicamente, ninguém adquire o substantivo sem o verbo. Sem “testar, examinar”, ninguém se torna “conhecedor, aquele que sabe”. Então, como alguém pode esperar tornar-se experiente em algo que nunca experimentou?! Parece totalmente irracional, mas é o que muita gente faz. Ou, no caso, não faz. Deixa de fazer, pois tem medo de um resultado ruim. O medo de errar paralisa. Paralisa quem não tem coragem de ver seu ensaio corrigido ou criticado por outros. Paralisa quem não consegue enxergar que críticas, opiniões e correções servem para reavaliar a experiência e melhorar na próxima vez.

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T.P.

Lembre-se, ninguém se torna experiente sem experimentar. Não deixe de fazer coisas diferentes por não ser “altamente qualificado” para tal. A riqueza da experiência – assim como da própria vida – está no processo, não apenas no sucesso. As melhores recompensas nunca são as que vem facilmente, o prazer imediato é um subterfúgio de acomodação cerebral que nos trava o caminho para realizações maiores e mais ambiciosas. Acredite na experiência.

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Adquirindo experiências.

Fotos tiradas com uma câmera GoPro por Lucas Zuch e Gustavo Andrighetto na primeira vez em que ambos experimentaram a fotografia aquática. Certamente imagens melhores virão, mas o prazer do processo já foi sentido.

Texto por Lucas Zuch.

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