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Namorada de Surfista – Los Roques III

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Namorada de Surfista – Los Roques narra a viagem do casal Gabriela Moreira e Lucas Zuch para o Caribe Venezuelano, um paraíso de águas azuis e calmas. De fato, as praias do arquipélago escolhido por Gabriela têm um mar tão calmo, que quase enlouqueceu o fissurado Lucas ao saber que embarcariam para suas primeiras férias sem ondas, surf e todo o “pacote” que uma autêntica surftrip proporciona. Em uma série de 4 episódios, Gabriela e Lucas relatam o roteiro da viagem, a pesquisa do destino e como fizeram para encontrar o equilíbrio turístico e a satisfação dos interesses de ambos.

O roteiro completo com dicas, cotações, preços e tudo mais você pode acessar nesse link: Roteiro viagem para Los Roques, Venezuela.

Gabriela:

Desde que comecei a pesquisar para organizar a nossa viagem li muito sobre um tal barqueiro chamado Chichi. O Chichi é exclusivo de uma pousada de italianos, mas é tão famoso entre os brasileiros que poderia montar a sua própria agência de turismo. Acabou que tudo estava tão bom, tão impossível de ficar melhor, que nos mantivemos na nossa zona de conforto e não fomos em busca da lenda. Mas como felicidade atrai felicidade, acabamos caindo, sem querer, no barco do nosso querido Chichi! Foi amor à primeira vista. O cara é uma pessoa iluminada. Pensem em alguém diferenciado. Os outros barqueiros te levam nas ilhas, falam uma ou duas palavras e depois te buscam. O Chichi é entretenimento por si só. Nasceu em Los Roques e conhece tudo.

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O cenário da ilha já é tudo de bom na Terra, mas o Chichi, que parece ele próprio uma tartaruga, desce bem no fundo pra achar os tesouros escondidos. Cogitei uma síncope vaso-vagal diversas vezes ao me deparar com uns bichinhos um tanto intimidadores, mas preferi ativar o freio social e sorrir. Ter o Chichi como capitán é surte en la vida.

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Lucas:

Los Roques, pelos meus olhos, lembrou muito Bocas del Toro, no Panamá, onde eu e a Gabi estivemos juntos em 2011, só que bem menor, com um povo mais solícito e uma água muito mais azul. Realmente, aquela cor de mar é algo que me recordava conhecer apenas através do eterno filme da Sessão da Tarde, ‘A Lagoa Azul’. À exemplo do que os esquimós tem em relação a neve, os locais de Los Roques devem ter em seu léxico umas 50 variações de azul para determinar os estados da água no arquipélago.

A beleza desconcertante do local foi a primeira coisa que agiu na demoção do surf no meu pensamento diário (embora secretamente eu ainda pensasse, ‘cacete, imagina pegar um tubo nesse mar!!!’). A rotina roqueña, de uma malemolência indelével, seguiu no preenchimento da minha cota de felicidade viajante. Realmente, não fazer nada é uma arte para poucos, aos quais os surfistas, por incrível que pareça não estão acostumados, mas que faz uma diferença imensa no quesito curtir férias.

Lá eu não tinha que me preocupar com a hora que o vento entrava, se o swell estaria sincronizado com a minha estadia, se eu conseguiria pegar uma da série, se algum malandro ia ficar de ladainha pra cima da Gabi enquanto eu surfava, se, se, se. As únicas coisas que me preocupavam eram se naquela tarde eu ia tomar 6 ou mais cervejas, se eu estava afim de ler um livro ou fazer snorkel e se o almoço era sanduíche ou massa (sendo que nem um, nem outro necessitavam da minha ação direta para se materializarem no nosso cooler).

Pra ser sincero, gostar de Los Roques foi bem fácil. O lugar oferece opções de lazer a serem praticadas em um ambiente tão belo e convidativo que só alguém muito ranzinza ficaria lamentando algo que não tem, em detrimento a tantas coisas novas. Certamente, a chance de eu ter ficado entediado seria imensamente maior se não tivéssemos dado a sorte de cair no barco do guia roqueño Chichi. Apesar de não ser surfista, esse cara foi um dos maiores watermen que conheci.

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Conseguia agarrar tartarugas, arraias, mergulhar 15 metros, caçar lagostas, ostras, botutos, encontrar tubarões, e ainda tinha paciência de dar essas demonstrações e explicar o que estava fazendo infinitas vezes. Além de tudo isso, ainda nos deixou fazer wakeboard em sua lancha e nos preparou ceviches, lagostas cozidas e ostras frescas. O cara era o legítimo ‘one man show’ e fez com que o tédio jamais rondasse nossa viagem. Obrigado Chichi.

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Artigos:
Parte 1: surfari-tv.com/namorada-de-surfista-los-roques

Parte 2: surfari-tv.com/namorada-de-surfista-los-roques-ii

Parte 4: surfari-tv.com/namorada-de-surfista-los-roques-iv

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