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MIMPI Film Fest 2013: Surfari Review

Surfari
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MIMPI Surf & Skate Film Fest 2013: Surfari Review from Surfari on Vimeo.

2009, roda de amigos no bar do Maique, uma frase vem à mesa: “Porto Alegre ainda vai ser referência em cultura surf no Brasil”, sonoras gargalhadas foram a reação instantânea.

Anos se passaram e a velha máxima do “quem ri por último, ri melhor” se fez presente… a capital gaúcha foi, por uma semana, palco dos holofotes da mídia especializada em esportes com pranchas.

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“Quem duvida é louco.” Festival de filmes da cultura Surf & Skate, Complex / Porto Alegre, 2013.

Tudo começou numa segunda-feira, dia 18 de novembro, em um curso voltado à produções audiovisuais para esportes radicais (Mimpi Making Memories) co-criado pela Perestroika e  pela Void. A proposta, inédita no país, reuniu alunos e professores que já extrapolaram os horizontes da nossa amada Província. Mas isso era só o começo. Foram quatro dias de curso, ministrado por professores de peso como:  Pablo Aguiar, Mark Daniel, Fabiano Rodrigues, os amigos Deco e Lucas, da produtora Bolovo, e Rafael Mellin, do Grupo Sal.

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Rafael Mellin compartilhando sua sabedoria, MIMPI Making Memories.

Com certeza você ainda vai ouvir falar de alguém que saiu daquela sala de aula (nossa aposta é o Guilherme Abe, do canal Sobreskate.) Terminado o curso, quinta-feira, 21 de novembro, foi dada a largada para o MIMPI Film Fest 2013.

Lá do céu, São Pedro achou aquilo tudo muito estranho e pensou: “O que essa gauchada está pensando? Filmes de surf? Em uma pista de skate? CHUVA NELES!” E o festival começou abaixo d´água. Mesmo assim, o Complex estava lotado de olhos interessados em acompanhar a primeira bateria de filmes. E, também, em dar uma flertada aqui e ali.

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A chuva e o vento gelado não afugentaram a plateia.

Na sexta-feira, felizmente, Netuno negociou com São Pedro. Ganhamos um lindo dia de sol para a segunda tarde/noite de evento. Os filmes começaram pelas 16:30 e se estenderam até as 23:00, com sessões sempre embaladas por muita cerveja e nachos.

Talvez ainda estejamos engatinhando em festivais de cultura surf, ou talvez seja o próprio local que induza as pessoas a não prestar muita atenção nos filmes, algo totalmente compreensível devido à fortíssima presença feminina no recinto (a recíproca disso também é verdadeira, hein?!), o que para certos indivíduos é muito mais interessante do que seres dançando em cima de pranchas de surf ou skate.

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Abençoados por um belo dia de sol em Porto Alegre.

Não moramos próximos ao mar, mas temos o nosso rio (lago, lagoa, whatever..) Guaíba, e foi lá na beira, sábado, que tivemos o terceiro dia de evento… iniciava, então, o MIMPI At the River.

Feira hippie, pinturas, pranchas e até uma Kombi que nos remetia aos anos 60/70. Neste mesmo cenário, ainda no início da tarde, entrevistamos uma das lendas do surf nacional, colunista, ex-surfista profissional e jurado do festival, Julio Adler, que dentre muitas frases, explanou o seguinte:

“O Miki Dora sempre dizia que o melhor é morar afastado da praia. Dessa forma, não banalizamos o surf, e damos muito mais valor aos preciosos momentos que passamos próximos ao mar.”

Tenho a certeza de que todo surfista portoalegrense se identifica com esta sábia sentença.

Após absorver décadas de conhecimento em cultura surf, sentado na grama, apreciando uma garrafa verde de suco de cevada junto a um grande amigo, curtindo o excelente filme Isolated, observei que numeroso grupos de seres femininos não paravam de chegar. Pensei comigo mesmo.. “Que vibe é essa… obrigado Senhor, obrigado Porto Alegre, obrigado organizadores!”

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Festival de filmes de surf na beira do Guaíba, MIMPI At The River.

A música boa marcou o início da noite e após às 20 horas… Vodka liberada, festa iniciada e a Void entrou em cena novamente. Eles são realmente bons no que fazem, sem mais!

Chegado o domingo, dia da premiação, cansados após a maratona da semana anterior aliado à perda do senso crítico da noite prévia, retornamos ao Complex em mais um belo dia de sol. Todos estavam lá, firmes e fortes… jurados, diretores, produtores, plateia. Não era apenas mais um domingo comum, era o fechamento de quatro dias intensos.

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Fechando o MIMPI Filme Fest 2013 com chave de ouro.

Memórias foram feitas, momentos foram vividos, experiências foram compartilhadas.

O que fica agora é o legado. A cultura surf em Porto Alegre ainda é um monstrinho a ser alimentado, cabendo a nós (surfistas, skatistas, produtores, filmmakers, aspirantes, simpatizantes) apoiar iniciativas, independentes ou não, a fazer nossa cidade crescer a cada ano que passa. Ano que vem, com certeza, haverá um novo MIMPI, maior e mais forte do que nunca. Depende apenas de nós.

Agradecimentos: Void, Perestroika, Complex, Thomaz Crocco e a todos aqueles que de alguma forma contribuíram para este sonho se tornar realidade.

“SIRVAM NOSSAS FAÇANHAS DE MODELO À TODA TERRA”

PREMIAÇÃO MIMPI 2013

SKATE:

Longa – CityZen, de Guilherme Guimarães (SP)
Curta – APTO, de Robinson da Silva de Abreu (PR)
Fotografia – URBN, da Casa Urbana (RJ)
Trilha Sonora – APTO, de Robinson da Silva de Abreu (PR)
Edição – CityZen, de Guilherme Guimarães (SP)
Avante – APTO, de Robinson da Silva de Abreu (PR)
Na Cara – Sociedade em Pânico, de Márcio Conrado (SP)
Rua – SALAMALAKO, de La Bruja Estudios (MG)

SURF:

Longa – Deslumbre, de Pablo Aguiar (SC)
Curta – Agave Surfboards, da Capim Filmes (RJ)
Filme Experimental – aMAR, de Alexandre Raupp (RS)
Trilha Sonora – Inspiral, de Cristiano Bins (RS)
Roteiro – Tierras Lejanas, de Ixa Llambias (Chile)
Ideia – Cut Back to California, de Masataka Kiyono (Japão)
Diretor – Pablo Aguiar, pelo Deslumbre (SC)
Performance – Bagus Bagarai, de Caio Faria e Tom Toledo
Documentário – Serendipity, de Simon Lamb (Austrália)
Fotografia – Compassing, de Cyrus Sutton (EUA)
Altas Ondas – Tierras Lejanas, de Ixa Llambias (Chile)

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Forte time de jurados de surf e filmmaker mais premiado da noite, Pablo Aguiar.

 

Texto: Cássio Cappellari

Revisão: Lucas Zuch

Captação de imagens: Eduardo Linhares da Silva e Lucas Zuch

Edição de vídeo: Eduardo Linhares da Silva

Fotos: I Hate Flash (baita trabalho, diga-se de passagem!)

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