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MECA Festival 2014 | Surfari Review

Surfari
Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

MECA Festival 2014 | Surfari Review from Surfari on Vimeo.

Ao receber o convite para participar de um grande festival de música em nosso litoral, não pensamos duas vezes. Desafio aceito, mesmo desfalcados de um importante membro da equipe.

A proposta era diferente, afinal, não somos uma banda, nem temos a música como nosso core-business. A ideia seria disponibilizar um espaço de cultura surf dentro do próprio evento. “Com muito prazer”. Missão dada é missão cumprida.

Estava iniciando a jornada do Surfari para o MECA Festival 2014.

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Nosso espaço, assim como o de outras empresas participantes, eram chamados de “Clubinhos”. Dentro deles estávamos livres para expressar aquilo que gostaríamos de proporcionar ao público presente.

Depois de muito brainstorm com insights como: canoa bar, exposição de fotos, kombi que levaria o pessoal para ir surfar, barrel experience, ilha flutuante, entre outras divagações, vimos que a realidade é sempre muito mais complicada e nem sempre o cu$to compensa o benefício.

Optamos por uma exposição de pranchas especiais e batizamos a mostra de “Alma da Prancha”, cujo objetivo era expôr histórias e peculiaridades daqueles instrumentos que nos proporcionam tantos momentos intensos. Monoquilhas, pinturas, assimetrias… tudo gerava curiosidade de um público que não estava acostumado a ver modelos tão pouco convencionais.

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Havia outra atração especial, que admito, era nossa grande expectativa: a Barraca do Surfari em frente à lagoa. Apelidada de Beach House, Surfari Water Front e por aí vai.

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Queríamos nos sentir na praia e proporcionar essa experiência a quem estivesse interessado. Stand Up Paddles, bóias, espaguetes, guarda-sóis, cerveja. O sucesso era quase garantido, mas… sempre há questões que fogem de nosso controle… o clima. Aliás, como surfistas, somos seus eternos súditos.  Queríamos estabelecer uma conexão do público com a água da lagoa, mas São Pedro fez questão de deixar bem claro quem manda.

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Voltando um pouco no tempo…

Saímos de Porto Alegre na quinta-feira, dia 23,  sob um forte calor de 40 graus, sensação térmica de 96? e um provável recorde mundial (temos de verificar ainda) de número de itens dentro de um carro compacto: 11 pranchas + 2 pessoas + diversas caixas e materiais para o evento. Era como a versão surfista do filme “A Família Buscapé” viajando em direção ao litoral norte gaúcho. Chegamos bem, e em grande estilo.

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Sexta-feira, 24 de janeiro, primeiro dia de evento. Calor, dia bonito, sol, barraca Surfari armada. O movimento era grande na lagoa, todo mundo querendo se refrescar e estávamos ali, providenciando equipamentos, incentivando, e até dando dicas que salvaram vidas: nos perguntavam “Posso dar um bico no lago?”, detalhe: o lago tinha 1 metro de profundidade.

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Chegada a noite do mesmo dia, e os boatos de uma tempestade à caminho estavam cada vez mais fortes. Combinamos que, em qualquer sinal de vento, o Surfari e seus leais companheiros iriam correr até a barraca para salvá-la. Dito e feito. Enquanto apreciávamos uma pizza embaixo de uma árvore, ventos uivantes começaram a soprar pelo hotel fazenda. Era o momento de ir o mais rápido possível em direção à barraca e aguentar a força da natureza.

Os momentos que se seguiram foram dignos de um filme, que poderia ser comparado à grosso modo com aqueles em que navios no meio do oceano são atingidos por uma tempestade. Abaixar a vela ali, joga a âncora lá, gira o timão aqui… tudo para salvar o navio durante a turbulência. Em menor escala estávamos lá, quatro guerreiros fazendo os movimentos necessários e segurando uma barraca que bravamente resistiu aos ventos fortes e muita chuva. Sobrevivemos.

O sábado iniciou nublado, cinzento e assim permaneceu. Tal qual a praia, que recebe poucos apreciadores em dias como este, o mesmo se sucedeu com nossa barraca armada na beira da lagoa.

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Então, toda expectativa foi para nosso Clubinho. E lá estavam as pranchas, com suas almas expostas para quem estivesse interessado em saber mais a respeito de suas histórias e dos mares em que navegaram. Sucesso! Perceber muitas pessoas interessadas no que cada prancha tinha a dizer, tirando fotos e admirando a arte foi realmente recompensador.

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O tubo da vida, medidas que fogem do padrão, o amor pela primeira prancha, a relação entre o surfista e seu shaper e, até, Piet Mondrian esteve presente na exposição em uma prancha pintada em homenagem ao Neoplasticismo.

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Dividimos nosso espaço com o pessoal do Método DeRose, fato que contribuiu para o êxito do Clubinho 04. Apesar do tempo e da falta de energia elétrica em alguns momentos, ficamos muito satisfeitos com o desfecho do festival. E, ao término de tudo, aquela boa e velha sensação de dever cumprido.

Chegado o domingo, era hora de recolher tudo e voltar para realidade. O cansaço era visível, e havia um clima quase de velório no camping. Dormir durante dois dias em colchões de ar, bancos de carro ou até em colchonetes para abdominais, tudo regado a muita chuva, não foi uma tarefa fácil.

No fim, o que importa é sempre o aprendizado que levamos, os momentos que vivemos, experiências que trocamos e as pessoas que conhecemos.

2015 tem mais, até lá!

Agradecimentos especiais:

– Time de ajudantes do Surfari: Rafael Dossena, Arthur Fendt, Erico Freitas, Cássio Cappellari, Eduardo Linhares

– Todo pessoal do Método DeRose (em especial, Lucas e Sandro)

– Pessoal que nos emprestou pranchas: SUP Reis, Projeto Arta, Ogro, Gabriel Vicente

– Pessoal da organização do evento: Nina Godinho

– Quem nos ajudou com as câmaras: Tio Nelson da Borracharia e Augusto “Alemão” da GAP Genética

– Instrutor de SUP e lenda viva: Gustavera da Bahia

– Pessoal do Hotel Fazenda: Lande

– Benção à distância: Lucas Zuch

– Pessoal do clubinho da Red House

– Ao Rod Stewart  por ter feito o nosso hit do Festival. Do You Think I`m Sexy

Texto: Cássio Cappellari

Fotos: Eduardo Linhares da Silva

Produção Audiovisual: Eduardo Linhares da Silva

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