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FOTOS ANALÓGICAS DE RODRIGO ZAN

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Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

Com os meios de comunicação cada vez mais rápidos, encontrar quem ainda desperte pela desaceleração virou missão (quase) impossível. O impacto da cultura digital foi tão grande que mesmo quem estava ali, acompanhando o processo de mudança, não se deu conta da direção que estávamos indo. A “geração Instagram” tornou a fotografia obsoleta.

O filósofo Walter Benjamin cantou a pedra quando disse que as obras de arte possuem uma aura chamada de autenticidade. Com as imagens analógicas o negativo carrega consigo essa aura. O acaso passa a ter papel fundamental na hora do clique, e só na revelação é que se torna possível reconstruir os momentos. O tema desta seção é fotografia pra quem não tem pressa.

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Nascido em São Paulo, Rodrigo Zan vendeu tudo e se mudou pra Los Angeles para mostrar seu talento pro mundo. Lá abriu uma produtora com o Guigo Foggiatto e Leandro Moura chamada Imaculado Films. Desde então já dirigiu três curtas-metragens “Moments”, “Blue Bird” e “Seeking the Joy”. Com uma boa dose de intuição na hora do clique, Rodrigo faz o cotidiano virar arte através dos seus registros analógicos.

 

Qual o feeling te traz as fotos analógicas?

RZ: A mágica e o mistério que envolvem cada fotografia. O que me atrai é a necessidade de precisão em cada frame com um filme de 35mm. É nesse respiro, ou fôlego, antes do clique que a mágica de um instante único se reflete na fotografia.

 

 

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Autosave-File vom d-lab2/3 der AgfaPhoto GmbH

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Autosave-File vom d-lab2/3 der AgfaPhoto GmbH

Qual a diferença entre pensar uma foto analógica e uma digital?

RZ: Na foto analógica você seleciona mais seus frames, torna-os mais importantes e relevantes. Além disso existe o mistério do processo químico na hora de revelar o filme, que faz com que a mágica tenha um ato a mais: não é só captar o momento, mas descobrir como a química vai reagir com aquele instante. Tive ótimas surpresas nesse sentido.

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Texto: Rachel Dias

Fotos: Rodrigo Zan

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