Surfari | Fernanda Guerra e o Surf Feminino nos Anos 60 Fernanda Guerra e o Surf Feminino nos Anos 60 | Surfari

Fernanda Guerra e o Surf Feminino nos Anos 60

Surfari
Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

Ela foi simplesmente a primeira surfista mulher no Brasil. Fernanda Guerra Clausell ainda era uma adolescente quando começou a pegar onda na praia do Arpoador, no Rio de Janeiro. Difícil é escolher apenas um verão inesquecível. Para ela, foram vários, principalmente naquele início dos anos 60.

Uma menina no meio de marmanjos poderia até ouvir piadinhas. Mas naquela época todos os surfistas sofriam preconceito. E isso unia a turma toda. Para se ter uma idéia, era proibido surfar antes das 14 horas. Não fazia muita diferença, já que Fernanda saía da escola e ia direto para a praia, carregando sua pesada prancha de madeira. Deslizava nas ondas até o famoso pôr-do-sol do Arpoador, o mais lindo da cidade.

%name %title

%name %title

Hoje, casada, mãe de duas moças e avó de uma menina, Fernanda é dona de uma lanchonete no Barrashopping, que leva seu nome. O “Fernanda” é um local de encontro de surfistas como Carlos Burle, Andréa Lopes, Ricardo Bocão e, até, os americanos Kelly Slater e Rob Machado já bateram ponto lá. Todos se reúnem lá para contar e ouvir histórias, além de saborear o suco verde, um dos sucessos do cardápio.

%name %title

E sim, Fernanda ainda surfa. Chegou a ficar 15 anos sem mexer na prancha, mas a paixão antiga voltou com tudo. Nos anos 90, viajou para a Costa Rica, atrás de outras ondas. Hoje, sempre que pode, ela acorda cedo e pega onda na Barra da Tijuca. Lá se vão 50 anos, e Fernanda segue jovem, de corpo e alma.

%name %title

Texto: Augusto Mello, da plataforma NOO Magazine.

Instagram