Surfari | Driftwood Collective @ Vans Salinas Longboard Festival #7 Driftwood Collective @ Vans Salinas Longboard Festival #7 | Surfari

Driftwood Collective @ Vans Salinas Longboard Festival #7

Neste post, temos a oportunidade de a uns dias de apresentar o filme do Vans Salinas Longboard Festival, vos dar a conhecer um pouco melhor o Eurico Gonçalves, um amigo, longboarder e empresário que viajou connosco até ao Norte de Espanha!


DwC: Antes de mais, obrigado por teres aceite o nosso convite para voltares ao Vans Salinas Longboard Festival. Começo por te pedir para falares um pouco sobre a tua ligação com o Colectivo?

EG: A minha ligação vem da amizade que nutro pelo Pedro, Márcio e pelo Kiki. Acho que estão a fazer um excelente trabalho, tirando partido do que cada um tem melhor. Complementam-se.

DwC: Porque a escolha pelo longboard como arma de eleição? Qualquer longboard serve ou há aquele?

EG: Bem a minha ligação ao longboard data 2000, altura em que fundei a primeira escola de Surf da Figueira da Foz (era a única escola entre Peniche e Aveiro). Uma vez que ensinava em longboards, comecei a experimentar e, a dada altura, já não queria outra coisa se não aprender a usar aqueles longs. Daí até à competição foi um passo (sempre competi em shortboard) e em 2001 iniciei as minhas lides: nos regionais, nos nacionais, nos mundiais de Longboard, e os resultados começaram a surgir. Fui 9º num mundial por convites (campeonato onde só contavam os Tubos) no México, em Puerto Escondido; em 2008 fui campeão nacional no Longboard mais progressivo. Foi em 2009 que resolvi (após desentendimento com a FPS) procurar novos caminhos.

Tomei contacto com novas pranchas, novas formas, novas tendências, e fiquei fascinado pela ideia de ir atrás no tempo para recuperar formas e conceitos, entretanto abandonados, aquando da “shortboard revolution”. Cada prancha tem uma alma própria, uma forma singular de se usar, e cabe-nos a nós adaptarmos o nosso surf ao seu “GLIDE”

Encontrei a alegria de outros tempos na descoberta de algo tão intenso como é o acto de SURFAR.

DwC: A 12ª edição do festival, quais os pontos fortes e quais os fracos?

EG: O ponto forte do festival de 2013 foi o formato da competição em si, só para convidados, o que elevou o nivel do espetaculo desde o seu inicio.

Mas o festival cresceu tanto que hoje, apesar dos esforços da organização, a cultura do surf já se diluiu e mal se nota no meio de tanto festivaleiro.

DwC: Parece ser uma competição bastante saudável, a que se realiza no festival, podes falar-nos um pouco sobre isso?

EG: Um evento por convite é sempre um formato “easy going”, onde a atmosfera é muito saudável, onde a vitória conta mas o prémio maior é ser convidado. Essa característica cria uma “vibe” bastante positiva entre os competidores.

DwC: E pessoal de longboard progressivo a meter o pé no clássico, que dizes?

EG: É inevitável que isso aconteça. Já assim foi quando o pessoal do Shortboard pôs o pé nos Mundiais de longboard, no inicio do circuito mundial organizado pela ASP e a OXBOW. São modas, mas a maior parte deles não vai absorver essa cultura “easy going” pois, na sua natureza, o que os move é competir, ganhar, querer ser o primeiro.
Ao invés no Clássico tudo conta; estilo, fluidez, “lifestyle”, estética. É um outro estilo de vida, uma outra forma de estar na vida e de compreender o Surf.

DwC: Sabemos que já tinhas vindo a Salinas há alguns anos atrás, também na altura do Festival. Quais são para ti as diferenças marcantes do que foi e do que é?

EG: No inicio (e eu julgo ter estado naquele que foi o primeiro Festival em Salinas) o ambiente era muito familiar, era mais um encontro de longboarders e suas famílias que no meio tinha um campeonato; um ambiente de partilha muito acolhedor. Ao longo dos anos foi crescendo muito e foi adoptando vários formatos até que chegou ao que vimos este ano.

DwC: Na tua opinião está o festival, em geral, a ir na direcção certa? O que lhe mudarias?

EG: Voltava ao inicio… Aliás não é isso que andamos a fazer com as pranchas???

DwC: Planos para um futuro próximo? Um festival de longboard clássico perto de casa talvez?

EG: Sim! Lanço-vos, desde já, o repto para, em conjunto, levarmos a bom porto um festival na Figueira da Foz.

Até já Eurico!!

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