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Do Pranchão ao Longboard

Photograph by © LeRoy Grannis.

Photograph by © LeRoy Grannis.

O longboard é uma releitura dos pranchões dos anos 50 e 60, que voltaram mais de 30 anos depois trazendo muita nostalgia e curtição para o surf. O longboard devolveu ao surf pessoas que não se identificavam com as pranchinhas, assim como surfistas com mais de quarenta anos, algumas garotas de atitude e outras figuras à cena do surf. Uma prancha grande (de 9 a 10 pés), com muita flutuação e uma quilha grande e larga. O pranchão da década de 1950 era quase uma embarcação para os padrões das pranchinhas de alta performance de hoje, mas conseguia encarar ondas pequenas ou ondas muito maiores que 2 metros. Os primeiros pranchões eram de madeira balsa e resina epóxi: um verdadeiro jipe do mar! Logo surgem materiais mais leves e de fácil manuseio, como o poliuretano e a resina de poliéster.

A quilha central foi um artifício estratégico. Com bastante área de contato com a água, impõe velocidade e uma estabilidade incrível. Os pranchões possibilitaram caminhar até o bico da prancha e voltar, ou mesmo pegar uma onda de carona com alguém. Outras vantagens se somam como a remada mais eficiente e o fato de não precisar ser um grande atleta ou esperar por grandes ondas para tirar um lazer. Mas o principal, o surf no pranchão conta a curtição, o estilo e a beleza, muito mais do que as manobras que aproveitem toda a extensão da onda.

Uma boa amostra do estilo old school esta no filme de David Achaap, do campeonato anual de entusiastas do pranchão clássico, promovido pelo pessoal do Deus ex Machina.

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9’FT & SINGLE 2013 from Deus ex Machina on Vimeo.

Mesmo assim, nos anos 70, a enorme maioria dos surfistas eram adeptos das pranchinhas, tentando fazer manobras alucinadas, pegar ondas maiores e em condições perfeitas. Mas muitos surfistas iniciados nos velhos tempos, e outros amantes do esporte dos ancestrais polinésios, não se adaptaram aos novos shapes e ao estilo frenético do surf moderno. Nos anos 80, surfistas e shapers da old school, como Bob McTravish, Nat Young, entre outras figuras dos anos 60 voltaram surfando longboards e promovendo campeonatos e muita diversão.

O movimento começou a ter mais e mais adeptos, shapers especializados e circuitos profissionais. Os pranchões passaram a se dividir entre clássicos e os novos longboards progressivos, com desenhos arrojados e muitas influências das pranchinhas de alto desempenho.

Os novos “longs” são menores (9’0), com espessura mínima, levando 3 ou 4 quilhas iguais, ou uma central e duas estabilizadoras laterais, buscando o máximo de leveza e liberdade para manobras.Pranchões, longboards e fanboards; a releitura dos clássicos devolveu a democracia ao surfe, como alternativa para outros estilos e públicos apaixonados por surfe. Salve a diversidade!

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