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Curto Circuito – Quik Pro Gold Coast

Surfari
Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

Curto Circuito é a nova seção de crônicas sobre as etapas da World Surf League. Comentários sobre os fios desencapados, choques de realidade e explosões no micro-universo do surf profissional.

Numa pegada nada formal, convidamos profissionais em dissecar tudo o que se passa no Webcast da WSL a escrever suas impressões ao final de cada (torneio) etapa. Torneio? Essa palavra remete muito a tênis, melhor repetir ‘etapa’ do que comparar nosso “esporte” com outro. 

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Para analisar o Quiksilver Pro Gold Coast, convidamos Fabio Cerdeira, criador e redator do inenarrável e inesquecível blog Cérebro de Ostra. Há tempos, o Fabio, que é publicitário e escritor nas horas vagas, nos diverte com sua visão honesta, sonhadora e satírica do World Tour. O Cérebro foi exterminado – o de Ostra, não o dele, como é possível ver no texto abaixo – e depois migrou para o site do Woohoo. Agora, Fabio faz a sua estreia no Surfari comentando um dos piores melhores campeonatos dos últimos tempos. Seja bem-vindo Fabio, é uma honra vê-lo por aqui.

“Ahá-Uhú a Gold Coast é nossa.

Tinha tudo para ser o campeonato mais entediante do ano. As ondas não aparecerem. Os favoritos caíram logo no começo. E ainda por cima a gente tinha que ficar acordando no meio da madrugada para ver se tinha alguma ação rolando. Coloca tudo isso na mesma tigela, mexe bem e temos um campeonato para se esquecer. Eis então que surge Filipe Toledo. Tá bom, vai, justiça seja feita: eis que surgem Filipe Toledo, Miguel Pupo e Mineirinho. Bateria a bateria eles foram estraçalhando quem aparecia pela frente. PUM! POFF! POW! Até que sobrou apenas um soldado no exército inimigo, Julian Wilson, para conquistarmos o território. Aí meus amigos, quem ficou acordado durante a madrugada pode ver um espetáculo. Na final, Filipe Toledo foi impecável. Ele fez chover em Snapper. Se fosse aqui no Brasil, acabaria com a falta de água no Rio e em São Paulo em 35 minutos de bateria. Arrisco a dizer que Filipe é hoje o melhor surfista de ondas pequenas do tour. E me alegro em dizer que seu surfe de bordas está tão afiado quanto seus já conhecidos aéreos. Se ele mantiver isso em ondas maiores, o Jornal Nacional pode ir preparando sua pauta, porque teremos um novo Medina pela frente.

Altos do Quik Pro

Wiggolly Dantas – Para quem achava que ele só sabia surfar esquerdas pesadas, aqui vai um aviso: chupa que é de uva.

Silvana Lima – Quê? É sério que ela deu aquele aéreo rodado? Para vai… Aí os brazuca “pira”!

Brett Simpson – Brett está mantendo sua média: não passa do 2º round em 99,9% dos campeonatos. Palmas para ele. Ou não.

Freddy P – Tentou o 1º rock slide da história do surfe durante uma bateria. Isso que é quebrar barreira. E prancha.

Baixos do Quik Pro

Gabriel Medina – Dói muito criticar nosso ídolo-mor. Mas tá na hora de aprender a perder, né não?

John John – Quando a gente acha que agora ele vai deslanchar, ele pisa no freio. Bora, JJ! O Medina precisa de um rival para detonar.

Dane Reynolds – Pra quê continuam chamando ele pra esses campeonatos? Deixem o cara em paz, fazendo vídeos para a gente assistir na internet, por favor. Sem mais.”

 

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