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Cristina Engler

Surfari
Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

Vamos começar do as coisas do começo.

surf, apesar desta noção passar despercebida por muitas pessoas, é um dos esportes modernos mais antigos praticado pelo homem. Ainda que esta afirmação soe estranha – até mesmo absurda – pense nos esportes de maior destaque na mídia nos últimos 120 anos. Do futebol ao tênis, passando por basquete, vôlei e handebol, não há sequer um destes que chegue perto da idade do surf – golf e basebol, são mais antigos e foram concebidos por volta do século XIV. Há, é claro, as modalidades praticadas desde que éramos Neandertais, como atletismo, natação, lutas e artes marciais. No entanto, a coisa para por aí.

Não sabemos quando as pessoas começaram a deslizar em ondas, provavelmente desde que populações começaram a habitar os litorais mundo afora. Sabemos, porém, quando o surf foi descoberto pelo homem “civilizado”. Em idos de 1760, um tal James Cook, explorador britânico pago pela Rainha e que desbravou lugares como Austrália e Polinésia, desembarcou no Hawaii. Cook e seus acompanhantes observaram, extasiados, nativos indo e vindo boiando em pedaços de madeira e sendo levados pela ondulação em direção à beira, uns deitados e outros de pé.

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Exposição “Origem”, de Cristina Engler – Swell Skate Camp, RS. Foto: Arquivo Pessoal C.E.

Avance alguns séculos até 2012 e repare o que aconteceu no meio do caminho. Quando começou a ser notado, a partir entre as décadas de 1910 e 1920, o surf estava longe de ser uma moda. As pessoas não sabiam nem como pegar ondas, quiçá como parecer um surfista. Mas as coisas começaram a evoluir. Encomendas de pranchas, filmes temáticos, trabalhos artísticos, vestuário adequado, roupas com isolamento térmico… tudo isso junto, provindo e aliado ao convívio entre pessoas cada vez mais ecléticas, mas que tinham em comum o gosto por surfar, deixaram rastros.

Após olhar para trás e ver o que estava acontecendo, estas “pegadas” puderam ser compartimentadas e classificadas como a cultura do surf. Note que cultura significa tudo que está ligado a uma população ou grupo: os símbolos, a linguagem, o estilo de vida, o comportamento,  as preferências, as cores, a estética, os costumes. Tudo. Uma parte, talvez a maior parte, dessa formação ocorreu de forma natural, não planejada. Por que pranchas de poliuretano? Na época – e ainda hoje – era um material bastante disponível e fácil de trabalhar. Por que viajar? Era preciso escapar do frio, conhecer novas culturas, fugir da realidade…

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Exposição organizada por Cristina Engler. Foto: Arquivo pessoal C. E.

Muitos foram os fatos que marcaram essa história e consolidaram o que, hoje, chamamos de cultura do surf. Talvez tenhamos para sempre de nos perguntar, como chegamos até aqui? Quando foi que mudou de pessoas apenas fazendo o que amam para uma atividade de expressão cultural?

Peraí um pouquinho! Surfista tem cultura?!

Ao observar o surf como um dos esportes mais documentados e ligado ao comportamento de seus praticantes, podemos dizer que sim, temos cultura.

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Algumas das exposições organizadas por Cristina.

Foi com o intuito de discutir e trazer à tona os diferentes aspectos dessa cultura que surgiu o Surfari. Nossa ideia é criar uma ferramenta que dê voz e audiência às mentes criativas que enriquecem esse esporte. Algumas pessoas captaram essa proposta, caso do primeiro ativador, o jornalista Luciano Burin. Agora, temos a satisfação de apresentar o segundo reforço desse time de ativadores, a escritora e designer gráfica Cristina Engler.

Cristina desenvolve há anos um fantástico trabalho de pesquisa sobre o surgimento do surf e da cultura surf no país. Prestes a lançar um livro que reconta a trajetória dos principais personagens e seu papel no desenvolvimento do surf nacional. Contextualizando a história dos pioneiros do sul e sudeste, Cristina tem, através de sua pesquisa e narrativa – que inclui mais de 170 entrevistas e um acervo de 14.000 imagens – a capacidade de ilustrar o caminho que o surf trilhou, até chegar aos dias atuais.

 Nesse espaço, Cristina trará informações que ninguém – exceto as pessoas que viveram na pele – conseguiu compilar, situando, assim, os leitores cenário brasileiro e mundial de surf.

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Cristina Engler, ativadora do Surfari.

Seja bem vinda Cristina.

Sejam bem vindos ao espaço Cultura de Praia.

– Para contatar e saber mais sobre o trabalho de Cristina:

– e-mail: origemsurfnosul@yahoo.com.br

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