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Bastidores SurFest

Surfari
Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

Durante a maior parte da minha vida eu sonhei em ser um surfista profissional. Pode parecer simplório demais para quem sonhou em ser astronauta, cientista, Indiana Jones, mas essa perspectiva me parecia o suficiente. Tal qual as raízes de uma árvore, a vida sempre tem seus meios de correr certo por linhas tortas. Não me tornei um surfista profissional. Nem vou me tornar algo que eu possa definir de uma maneira estanque. As pessoas não se tornam algo, elas se constroem.

Nesse momento, sou alguém que, junto com um agrupamento de pessoas, resolveu olhar para as oportunidades à nossa volta e criar coisas. Comecei com um camarada uma empresa que se chama Surfari. A partir disso a gente começou um site, e nesse site fazíamos vídeos, e esses vídeos deram certo e aí fizemos mais vídeos. E um dia a gente fez um evento, e esse evento foi lindo, galera bonita, conceito, coisa e tal, e mais eventos vieram e também foram um sucesso. Outro dia a gente percebeu que podia fazer produtos com essa marca, e produto é mais difícil de acertar, mas fomos aprendendo e as coisas estão dando certo.

No espaço entre cada uma dessas orações que denotam sucesso, tive medo, fiquei ansioso, achei que tudo iria por água abaixo, algumas vezes pensei que iria dar muito certo e, hmmm, na realidade não foram tanto. Raramente expus o temor do fracasso para ninguém que não fosse eu mesmo. Aprendi ao longo do tempo que me torturar mentalmente sobre qual será o resultado final de um empreendimento ajuda apenas o doutor que cuida da úlcera a engordar a conta bancária. Quando você decidiu que iria empreender, bem, essa decisão implica ter desprendimento e coragem.

Estou diante do projeto mais complexo com que já me deparei. E não estou querendo dar dinheiro aos médicos, por isso estou usando a estratégia de dividir o que se passa.

Ainda no ano passado lançamos a ideia de um evento chamado SurFest. No papel, o evento já era bem grande, uma proposta ousada e que iria custar uma nota. Fomos apresentando esse projeto para diversos parceiros que se interessaram e se disponibilizaram a ajudar a tirar do papel e, na ousadia e vigor da juventude, peitamos. Acreditamos que seria uma oportunidade incrível para qualquer marca que tivesse o mínimo de arrojo e objetivo de impactar o público jovem fosse abraçar essa causa e, dessa forma nos ajudasse a pagar a conta. Crise econômica, falta de tempo, vou pensar e nunca mais te ligo. Essas foram a maioria das respostas. Mas a ideia já estava na rua, na boca do povo, não tinha como voltar atrás.

À medida que fomos explicando o que realmente íamos fazer, mais sobrancelhas se ergueram e mais parceiros dispostos a ajudar. Com energia, garra, amor. Isso teve o efeito de fermento, se no começo a coisa parecia grande, no meio ela se tornara gigante. E apesar da formação dessa bolha positiva, ainda estávamos com dificuldade de fechar a última linha do orçamento*.

Esses momentos de instabilidade são propícios para formação de focos de dengue, opa-errei-de-canal, quis dizer focos de comentários “se vocês tivessem pensado nisso antes” ou de uma nova espécie que descoberta o “vocês não deveriam fazer assim”. O fato é que tomamos muitas decisões nos últimos 60 dias, desde qual cor seria a bandeira de cada barca até se iríamos contratar um gerador extra ou não. Acredite, não é tão fácil tomar tantas decisões ao mesmo tempo, continuar tocando uma empresa e dormir à noite.

Como as sinuosas raízes de uma árvore, nosso caminho teve curvas e boas notícias de última hora. Marcas que acreditaram na força do que estamos catalisando e que nos permitiram não passar noites em claro (obrigado Corona e Corsan), assim como dificuldades de última hora também. E vida que segue. O caminho até aqui já tem sido engrandecedor e lindo demais de percorrer. Ver cada comentário de apoio, cada nova conexão que fizemos florescer e um grande dia se projetar no horizonte são combustíveis nos dão certeza de ter tomado a decisão correta quando decidimos remar nessa onda. Durante a produção de conteúdo do SurFest uma das atletas disse algo que me atingiu como um direto no queixo: “Imagina daqui a 20 anos a gente falando pros nossos filhos que a gente participou do 1º SurFest”. Nesse dia eu percebi que mesmo não tendo me tornado surfista profissional eu estava no caminho do meu sonho.

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*Temos muitos obrigados a distribuir, mas antes queremos agradecer a quem vai estar presente física ou espiritualmente nesse dia. O SurFest é uma construção coletiva de pessoas com pessoas para pessoas. Estamos batalhando pra que isso se torne perpétuo, e pra isso temos um pedido. Compre o ingresso da festa, é uma forma de financiamento coletivo em que você tem a contrapartida instantânea. Sabemos que não está fácil pra ninguém, mas a gente está se doando por inteiro para proporcionar uma experiência incrível para todos, nos ajude a continuar fazendo esse trabalho. (:

 

Obrigado aos patrocinadores Corona e Corsan, apoiadores PowerLight Surfboards, Trópico e Prefeitura de Xangri-lá.
A galera que está junto na produção:

Mescla, Hub Arquitetura, 303 Design Squadron, PromoBrace, Plano Som, Johnny 420, Moca Digital, Good Samaritans, New Age Travellers, Quiosque Aloha.

 

As marcas que vão expor seus produtos e boas vibrações na Feirinha Surfest:

Buena Onda Bracelets, ODEN, Óculos Preza e Haifins.

E as marcas que estão disponibilizando premiação para as barcas:

Bárbara Müller, Buena Onda Bracelets, Casa Rio Branco, Casa Verde – Skate Bar, Corona, Haifins, Loa swimwear, ODEN, OSNÓS, Powerlight Surfboards, Preza, Rider, Surfari e Time Villeroy.

 

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