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Arquétipos do Surf

Já perguntou para uma pessoa porque ela gosta de surfe? A sensação de descer uma onda, o oceano, a adrenalina, o estilo de vida, a identidade visual, a resposta será um misto de tudo isto. E já perguntou por que alguém prefere beber coca cola ou tubaína?

Muito das coisas que a gente gosta ou admira têm significados escondidos, imagens e ideias que não temos consciência. Mas gostar de surfe é diferente do seu refrigerante preferido, que você aprendeu a gostar por uma experiência do passado ou por causa de propagandas muito bem elaboradas. O surf tem arquétipos do mar, próprios dos povos polinésios. Isto é, idéias muitíssimo introjetadas na mente humana, como o enfrentamento da natureza e a busca pelo paraíso intocado.

Arquétipos do mar são muito  antigos, e estão diretamente ligados ao surfe. Provavelmente,  tudo começou a várias centenas de anos, quando o povo polinésio começou a ocupar uma constelação de ilhas soltas em uma área imensa do Oceano Pacífico. Mestres na arte de navegar longas distâncias em simples canoas, estavam sempre buscando novos lugares para viver, geração a geração, quando uma ilha começava a ficar cheia, faltando comida ou espaço, lá ia uma nova expedição mar afora. Partiam para o desconhecido, confiantes nos conhecimentos da natureza e de navegação.Uma destas linhagens de navegantes polinésios desembarcou nas ilhas havaianas, vivendo o verdadeiro estereótipo de paraíso que temos em mente, brincavam de pegar carona nas ondas perfeitas ao longo da costa. Mais do que divertido, o surfe significava, ao mesmo tempo, o respeito pelo oceano e a coragem de doma-lo. O sacrifício de enfrentar o mar bravo no peito aberto, e o prazer de deslizar na onda, representa a saga daqueles povos, uma síntese da vida ancestral e a busca incessante ao Jardim do Edem.E quem diria, um esporte tão sofisticado é representação de algo tão antigo do ser humano.

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