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A Surf Art Brasileira de Rosa Fonseca

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Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

Rosangélia Fonseca não é a típica artista que você encontraria nas galerias mais moderninhas do eixo Rio-São Paulo. Nascida e crescida na capital cearense, Fortaleza, Rosa – como costuma ser chamada – desenvolveu sua arte a partir do universo de cores e referências visuais que o nordeste brasileiro oferece aos olhares atônitos de seus moradores e visitantes.

Rosa expressava, em forma de arte, a paisagem que seus olhos captavam desde muito cedo. A paixão pela pintura era tanta que preferia ganhar materias artísticos ao invés de bonecas e brinquedos. Cercada por belas praias e cenários paradisíacos, a transição para a surf art foi um passo natural para a jovem, que apaixonou-se por um surfista.

Como muitas das pessoas que foram “contaminadas” pela inquietude de correr atrás da verdadeira vocação, Rosa acabou abandonando a graduação em química industrial para se dedicar completamente aos seus dons artísticos. Estudou técnicas com alguns dos expoentes nordestinos e, apesar das adversidades que a classe artística enfrenta, principalmente no Brasil, Rosa ganha a vida há treze anos, literalmente, fazendo arte. Entre exposições, venda de trabalhos e desenvolvimento de troféus para campeonatos de surf, Rosa Fonseca está sempre à procura da próximo tela.

Ao passar dos anos ela desenvolveu um estilo muito próprio. Na maioria das vezes, a inspiração surge de paisagens visitadas em viagens com a família e o cotidiano em que está inserida. Enfim, Rosa parece conseguir traduzir a complexidade de ambientes em imagens que deliciam nossa percepção e nossos olhos. Como somente um artista consegue fazer.

A seguir você confere a entrevista completa com Rosa Fonseca.

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Surfista em seu íntimo.

– Quais foram as suas primeiras manifestações artísticas? Sua família sempre apoiou a arte?

Na infância, eu sempre desenhava tudo o que via, gostava de ganhar materiais para arte em vez de brinquedos. Minha família sempre me apoiou na arte, principalmente, meu esposo que é surfista e é minha fonte de inspiração.

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Pororoca do Rio Araguari (AP).

– Como ocorreu a sua evolução como artista? Quem foram seus mestres ou figuras inspiradoras?

Após parar a faculdade, resolvi me dedicar a arte e fui procurar mais conhecimento com artistas locais. Com o tempo desenvolvi minha  própria identidade e estilo, mas meus mestres foram J. Stélio, com quem desenvolvi habilidades com espátulas; Ricardo Tavares, na arte renascentista e impressionista e Anchises, nos estudos do desenho. Figuras inspiradoras foram Van Gogh, Renoir, Raimundo Cela, Antônio Bandeira, Aldemir Martins e na surf art Wiland, Phil Roberts e Rick Ritvelt, mas todos artistas de renome sempre tem muito a nos ensinar e inspirar.

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Fernando de Noronha (PE).

– A partir de quando a arte passou a ser o centro de sua vida (tanto pessoal como profissionalmente)? 

No lado pessoal sempre fez parte da minha vida, desde criança amo desenhar e pintar e profissionalmente há treze anos.

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Praia da Taiba (CE).

– Como é viver da arte no Brasil? Que estratégias você usa para exposição e reconhecimento do seu trabalho?

Viver da arte no Brasil é difícil pois até as pessoas te reconhecerem como artista leva um bom tempo, força de vontade e determinação são essenciais. Procuro sempre divulgar meu trabalho, priorizando fazer trabalhos exclusivos para cada evento, sempre dentro do meu foco. O reconhecimento é resultado de um trabalho sério feito com amor.

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Farol de Mucuripe (CE).

– Descreva como ocorre o seu processo criativo e as técnicas e materiais preferidos para trabalho..

Quando vou retratar uma arte procuro sempre absorver tudo que a envolve, estudando, vendo imagens e ouvindo pessoas para que haja uma conexão entre as pessoas e a arte. Gosto de tudo que envolve arte e vários materiais tintas, lápis, papéis, telas. Hoje estou muito envolvida com a tinta acrílica e fazendo muitos trabalhos em aquarelas e pastéis. Em breve irei expor esses novos trabalhos.

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Troféu entregue ao vencedor do SuperSurf Xangri-lá (RS)

– Qual é o seu maior sonho como artista?

Meu maior sonho é que todos os artistas tenham reconhecimento, espaço e mais união, e que a arte seja vista como profissão, digna como qualquer outra. Inclusive, gostaria de agradecer aos argentinos que me receberam muito bem numa exposição que fiz em Mar del Plata – capital do surf argentino – em dezembro de 2011. Nela retratei todo o circuito mundial de surf no ano de 2011 e foi minha primeira exposição internacional.

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Rosa em seu ambiente.

– O que vem a seguir para Rosangélia?

O que vem a seguir é pintar e pintar muito, pois a vida é uma arte, faça da arte a sua praia!

Contato Rosangélia Fonseca:

– rosangeliaarts@hotmail.com

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Texto e Entrevista: Lucas Zuch.

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