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8 Fatos sobre o WSL Big Wave Awards

Surfari
Vivemos, respiramos e amamos o que fazemos

O WSL Big Wave Awards é o Oscar do surf de ondas grandes. Por mais clichê que essa afirmação soe, é verdade. Todos os surfistas envolvidos, embora não seja isso que os faz arriscar a vida, almejam um dia subir no palco e levantar aos céus o polpudo cheque da Ride of the Year (Onda do Ano). Como o surf de ondas grandes desperta muita curiosidade nas pessoas – aquela curiosidade do tipo: quem é demente o suficiente pra se atirar nessas morras?! – selecionamos alguns dos principais ocorridos durante a premiação para comentar. Como aqui no Surfari nosso dia a dia não é surfar ondas com mais do que 6 pés, pedimos alguns comentários do Carlos Burle sobre a premiação e os fatos selecionados.

1 – A Dominância Dorian

O havaiano Shane Dorian, 43 anos, mostrou novamente que é o ser humano mais preparado para surfar ondas gigantes no planeta. Desde que abandonou as competições em 2003, Dorian tem sido o líder indiscutível na extensão dos limites possíveis no surf de ondas grandes. Levando os principais prêmios da noite (ambos pelo segundo ano consecutivo) o Ride of the Year (Onda do Ano) e Melhor Performance por seus feitos em Jaws. Dificilmente, nos próximos 5 anos será difícil ver Dorian fora dessas duas disputas.

2 – A Maior Onda do Mundo é Brasileira

O baiano radicado no Havaí, Yuri Soledade, levantou a bandeira brasileira no palco do XXL Big Wave Awards pela maior onda surfada na temporada. Estimada em 73 pés (aprox. 22 metros ou um prédio de 7 andares), a onda foi surfada com auxílio de jet-sky em Jaws, na ilha de Maui, local onde Yuri reside a 22 anos. Reconhecido como um dos pioneiros do surf no local, o prêmio lavou a alma dos brasileiros que dedicam sua vida ao pico.

3 – Keala Kennelly tem mais coragem que você (e eu)

A havaiana Keala Kennelly desbancou marmanjos em uma categoria nunca antes conquistada por uma mulher: o Melhor Tubo do Ano. Com uma onda incontestável em Teahupo’o, KK recebeu o prêmio com um discurso instigante, agradecendo às pessoas que durante toda sua vida disseram que ela não podia fazer determinada coisa por ela ser mulher. Além disso, Kennelly protagonizou o primeiro beijo gay do mundo do surf, ao comemorar a vitória com namorada em frente às câmeras do evento.

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Foto: Tim Bonython

4 – Você deveria saber quem é Andrea Moller

Embora muita gente não saiba, a brasileira Andrea Moller foi eleita a mulher mais casca grossa do surf de ondas grandes. O surf, a canoa e o SUP, embora estejam há anos dando prêmios e reconhecimento a ela, são hobbies, Andrea é paramédica profissional (e mãe, que também deveria contar no currículo de trabalho de qualquer mulher). Andrea subiu ao palco do XXL para mostrar que ‘brazilian storm’ não é coisa de marmanjo.

Andrea Moller of Brasil (pictured) stood out amongst the women’s field this year to take home the Women’s Best Performance Award at the WSL Big Wave Awards in California, USA on Saturday April 23, 2016. This win marks Moller’s first victory in this category. The world’s best big wave surfers hit the red carpet in Southern California last night for the 2016 World Surf League (WSL) Big Wave Awards. The 16th annual awards gala at the The Grove Theater in Anaheim celebrated the greatest rides of the past year and honored the icons of the big wave community. PHOTO: © WSL This image is the copyright of the World Surf League and is provided royalty free for editorial use only, in all media now known or hereafter created. No commercial rights granted. Sale or license of the images is prohibited. This image is a factually accurate rendering of what it depicts and has not been modified or augmented except for standard cropping and toning. ALL RIGHTS RESERVED.

Foto: WSL

5 – Ondas Grandes não são Coisa de Gente Grande

Os louros da velha guarda, embora dominante na premiação de 15/16 do XXL Big Wave Awards, estão com os dias contados. De acordo com o veterano Carlos Burle, jovens como Pedro Calado, Kai Lenny, Matt Meola, Russel Bierke estão tomando de assalto as principais ondulações da temporada. Bem preparados física e psicologicamente, os jovens tem mostrado que além de talento, tem determinação de sobra para tomar as primeiras colocações da galera old school.

6 – Julgamento questionável

Burle (e muitos outros surfistas) questionam fortemente o critério de julgamento da World Surf League. Para o big rider brasileiro, as ondas deveriam ser medidas por físicos e cientistas independentes. Como a organização recebe imagens de ondas e ângulos de registro muito diferentes entre si, as medições sempre são um fator muito criticado. Além da questão prática do tamanho das ondas, a organização também é criticada por ‘esquecer’ de surfistas que puxam os limites, como Albee Layer e Nic Lamb.

7 – Jaws, o Maracanã das ondas

A onda de Peahi foi, indiscutivelmente, o maior palco para o show do surf de ondas grandes. Enquanto em outros edições as ondas em disputa vinham de diferentes cantos do planeta, nesta temporada, das 7 categorias vencedoras apenas os prêmios de Melhor Tubo e Pior Caldo ocorreram fora de Jaws. De acordo com Carlos Burle, outros picos podem voltar a entrar no páreo, mas a onda de Maui seguirá sendo o sarrafo pelo qual as outras ondas são medidas.

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Foto: Tassio Silva

8 – El Niño = Fortes emoções

Esta foi provavelmente a melhor temporada de ondas grandes da história. O fenômeno que aquece as águas do Pacífico é responsável por uma atividade oceânica fora do normal. De acordo com o site Surfline, numa medição em 16 picos do Oceano Pacífico a altura média das ondas excedeu em 141% o ano anterior. Na palavras de Yuri Soledade, local de Peahi, “enquanto, em uma temporada normal, pegamos Jaws uma vez por mês, às vezes menos, esse ano quebrou acima de 20 pés umas 30 vezes.” A constância dessa temporada certamente será lembrada conforme os anos passarem, assim como a evolução que o surf de ondas grandes teve entre a temporada anterior e a próxima.

http://awards.surfline.com/

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